Se você está insatisfeito com a prestação dos serviços de um mecânico particular, quer trocar de profissional da área e não sabe o que fazer para decidir em qual oficina mecânica deixar seu veículo, não se desespere. Com um pouco de pesquisa e atenção em detalhes é possível chegar a esse “veredicto” e por um fim à missão de busca pela boa qualidade do estabelecimento e seus integrantes.
Segundo o instrutor automotivo Lourival Ortiz de Camargo, da unidade bauru-ense do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai), os profissionais e oficinas particulares de qualidade devem ter características das concessionárias autorizadas das grandes montadoras. “Limpeza, organização, quantidade de equipamentos e recursos e profissionais que passam por treinamentos e capacitações constantes são bons indicadores para se basear na hora de decidir”, frisa. E faz uma ressalva:
“Isso não quer dizer que os estabelecimentos e mecânicos mais sujos não trabalhem direito e não tenham qualidade nos serviços. Entretanto, que a boa aparência demonstra capricho e organização não há dúvida.”
Mas há outros meios igualmente eficientes para se avaliar mecânicos e oficinas. Um deles envolve o cuidado e atenção dos donos com a manutenção de seus veículos. “O proprietário nunca deve deixar de fazer uma agenda de manutenção, anotando qual e em que quilometragem determinado componente foi trocado, além do período da próxima substituição. Dessa forma, a pessoa poderá desconfiar se, por má-fé, alguém quiser empurrar reparos desnecessários”, explica.
E, se isso ocorrer, Camargo aconselha a procurar a opinião de um outro profissional para avaliar a real necessidade dos serviços a serem executados. “Procure também questionar a quantidade das trocas de peças, principalmente se o veículo estiver com falhas de funcionamento, pois para corrigi-las exige-se, normalmente, a substituição de não mais do que dois componentes”, enfatiza.
A quantidade de equipamentos para executar os serviços também deve ser outro ponto determinante na escolha. O instrutor automotivo sustenta que, principalmente para se efetuar reparos que envolvam componentes eletrônicos, eles são essenciais. “Sem esses recursos, é muito difícil, senão impossível, diagnosticar problemas em airbags, freios ABS, injeções eletrônicas, pilotos automáticos, transmissões automáticas com gerenciamento eletrônico e imobilizadores de motor”, alerta. E completa:
“Além de direcionar o profissional para o defeito, os equipamentos emitem diagnósticos precisos, o que evita trocas de peças e componentes desnecessárias.”
Por fim, Camargo orienta a tomar cuidado redobrado com os orçamentos demasiadamente baratos. “Nem sempre os valores mais em conta são os que oferecem melhor qualidade e, às vezes, compensa pagar um pouco mais caro, pois a mão-de-obra tem de ser valorizada. Por isso, é imprescindível fazer mais de um orçamento, que deve discriminar exatamente como e quais serviços serão feitos no veículo”, ensina.
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Fique de olho!
• Questione a qualificação dos profissionais da oficina onde pretende deixar o veículo. Procure saber se e com que freqüência participam de cursos de capacitação.
• Atente para o modo de utilização das ferramentas pelos mecânicos. Mecânicos mais bem preparados dificilmente usam marretas para retirada de peças, como as buchas de suspensão.
• Ao explicar o defeito para o mecânico, seja o mais detalhista possível e exija que o mesmo dê uma volta no veículo para ver a existência do problema.