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Os mandamentos para dirigir com chuva

Marcelo Ferrazoli
| Tempo de leitura: 3 min

Dirigir na chuva está longe de ser agradável. Entretanto, dependendo das reações do motorista para encarar os riscos - e eles aumentam muito - que as precipitações costumam causar, a experiência pode se transformar em um pesadelo com conseqüências terríveis, como a perda de veículos e até de vidas. Para evitar que isso ocorra e tornar a direção “molhada” segura e sem transtornos, basta seguir alguns “mandamentos”.

“São vários, mas os mais importantes são manter a calma, reduzir a velocidade e aumentar à distância de seguimento dos veículos à frente. Muita gente se apavora para querer chegar em casa ou no trabalho para fugir da chuva, mas as pessoas se esquecem que estão enfrentando outra condição climática em que os perigos ao volante crescem muito. Elas precisam ter consciência disso, mas a maioria age como se não estivesse chovendo”, enfatiza o sargento Silvio Rossi, da 1ª Companhia da Polícia Militar (PM) de Bauru e que atua no policiamento municipal de trânsito. E acrescenta:

“Daí a importância de seguir as três primeiras regras, que por si só já são suficientes para evitar a maioria dos problemas sob chuva. Por exemplo, se o motorista tiver de frear bruscamente e estiver em velocidade reduzida, terá espaço suficiente para evitar uma colisão traseira com outro veículo, mesmo que a distância exigida para parar o automóvel seja maior com o piso molhado.”

Com os nervos no lugar e o pé aliviado no acelerador, é hora de redobrar a atenção para os primeiros 15 minutos de chuva, considerados os mais perigosos. “É nesse período que ocorrem a maioria dos acidentes, pois a pista, assim que recebe o início da água, faz uma mistura perigosa com os resíduos de óleo, combustível e sujeira e gera um líqüido extremamente escorregadio, comprometendo a aderência dos pneus no solo”, alerta o sargento Aparecido Bento, da mesma companhia da PM.

Já se a chuva engrossar e permanecer caindo por muito tempo, certamente favorecerá o surgimento de um “inimigo” poderoso e perigoso para os condutores: os alagamentos. Segundo Rossi, a dica para enfrentá-los é simples, mas fundamental. “A melhor maneira de encará-los é não enfrentá-los e não importa se é uma pequena correnteza ou uma grande concentração de água”, frisa.

O sargento explica que não faltam motivos para tanta precaução, pois os “espelhos” de água formados nas vias costumam esconder “armadilhas” aos motoristas. “Insistir em atravessar trechos alagados é sujeitar-se a riscos, pois ninguém sabe onde estão os bueiros e buracos, além dos detritos arrastados pela água, como pregos, galhos e outros materiais potencialmente perigosos”, destaca Rossi.

O policial lembra também que as “lendas” surgidas sobre os alagamentos, que costumam orientar a ação de muitos motoristas durante as chuvas, só atrapalham. “Uma muito comum é a de ficar olhando se a altura da água atingiu a metade da roda, um suposto indicativo de alerta para evitar atravessar pontos alagados. Isso é pura besteira, pois, como já disse, alagamento não se enfrenta, e sim se evita e foge dele”, salienta o sargento.

Rossi complementa que outra providência imprescindível em dias chuvosos é evitar sair de casa ou do trabalho. “Só se for absolutamente necessário ou não houver outra alternativa, especialmente se a chuva estiver forte, e ainda assim deve procurar rotas alternativas e fugir dos pontos críticos da cidade, como as avenidas Nações Unidas, Nuno de Assis, Rodrigues Alves e Alfredo Maia. Já quem tem filhos na escola deve ligar e pedir para que o mesmo retarde um pouco a saída”, recomenda.

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