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São Paulo deve apostar na velocidade

Folhapress
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Yokohama - Para conter o favoritismo dos “gigantes” do Liverpool, o São Paulo já tem uma combinação poderosa para tirar essa diferença física entre os times: velocidade, ginga, malícia e sabedoria. O lateral-direito Cicinho, 1,71m e uma das principais armas ofensivas do São Paulo, disse como o time tem de se comportar para abafar a má impressão deixada na vitória de 3 a 2 sobre o Al Ittihad.

“Temos que driblar, correr muito, ter paciência porque o jogo deve ser truncado, e não se importar com a arbitragem, que não marca faltas por qualquer coisa.

“Em relação ao jogo aéreo, a conversa não pôde fugir do grandalhão Peter Crouch, de 1,98m e que marcou dois gols, com o pé, na vitória de 3 a 0 sobre o Saprissa. “Ele se posiciona muito bem, sabe fazer o pivô e vai ser difícil de marcá-lo. Mas vamos armar um esquema. Se for eu, vou no corpo dele”, falou o jogador.

O atacante Aloísio falou que o time inglês atua da forma ideal para seu estilo de jogo. “Eles são fortes, dão pancada, mas uma hora a gente pode passar”, falou o jogador, que sofreu o pênalti que resultou no gol de Rogério contra os árabes. Aloísio disse conhecer bem o estilo de jogo dos ingleses.

“Não podemos cair no erro do Saprissa, que recuou demais e quando viu já não dava para lutar.” No caso de a decisão ir para os pênaltis, o São Paulo já tem Rogério, Amoroso e Aloísio definidos como cobradores.

Rogério

Ele foi duas vezes campeão mundial (uma de clubes e outra de seleções) como coadjuvante. Mas, para ganhar sua terceira taça, o goleiro Rogério Ceni, 32 anos, vai ter que se desdobrar. Na semana que antecedeu o confronto do São Paulo de amanhã, às 8h20, contra o Liverpool, pela decisão do Mundial de Clubes do Japão, ele foi “líder sindical” e uma espécie de porta-voz de um time sob forte tensão. Em campo, a responsabilidade de vazar uma defesa que não sofre gols há 11 jogos foi imputada a quem teoricamente tem a missão de evitar, e não fazer gols.

Se, graças a sua precisão com os pés, a missão de balançar as redes parece fácil, Rogério sofreu nos últimos dias o mais duro teste da sua condição de líder são-paulino. Ele esteve à frente da conturbada negociação para a definição do bicho pelo título mundial. Descreveu o valor acertado com os cartolas como muito bom e disse que jogaria o Mundial até de graça.

Depois do boicote contra a imprensa feito pelos são-paulinos, bateu boca com jornalistas segurando um papel que segundo ele listava “inverdades” publicadas. Até como guia de viagem e compras o goleiro agiu. Ele teme que o deslumbramento com o oásis de compras que é o Japão possa atrapalhar.

“Muitos aqui desse elenco jamais foram para o Japão. Acho que temos de nos concentrar em nosso foco, que é o título. Se não voltarmos com o título para o Brasil, não teremos mais motivos para festejar nada, pois ninguém quer saber do vice”, disse o goleiro antes do embarque para a Ásia, onde o São Paulo tenta seu terceiro título mundial, marca inédita no futebol brasileiro.

A responsabilidade dada a Rogério de marcar gols é aumentada pelo retrospecto são-paulino em jogos oficiais no Japão. Em quatro partidas lá com esse status, o time marcou 12 vezes, ótima média de três por confronto.

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