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Ipem analisa álcool em postos de Ourinhos

Da Redação
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Ourinhos - O Instituto de Pesos e Medidas (Ipem) realizou, anteontem, a operação “De Olho na Bomba” em 15 postos de Ourinhos (130 quilômetros de Bauru). Cinco foram autuados por apresentar irregularidades nas bombas de combustíveis. Pela primeira vez, foram coletadas amostras de álcool para análise.

O Posto Danielle MTC, da avenida Miguel Cury, foi o que apresentou a maior irregularidade entre todos os postos vistoriados. Segundo o Ipem, em cada abastecimento de 20 litros, a bomba deixava de fornecer 200 mililitros do combustível, ou seja, o consumidor perdia 10% dos 20 litros pagos. A lei tolera perda de, no máximo, 100 mililitros, cerca de 5%, para cada 20 litros fornecidos.

Outro posto que recebeu a autuação dos fiscais do Ipem foi o Master Auto Posto, na rua dos Expedicionários. Lá também foram constatadas perdas maiores do que 5% em cada 20 litros fornecidos pela bomba.

Os proprietários dos postos autuados terão 15 dias, a contar da autuação, para apresentar defesa junto à Superintendência do Instituto. Depois desse prazo, o Ipem deverá analisar a penalidade adequada para cada posto. Segundo o instituto, a penalidade pode variar de uma simples advertência até o pagamento de multas que podem chegar a R$ 50 mil.

Das 124 bombas verificadas pelos fiscais do Ipem em Ourinhos, dez foram interditadas. Outras 15 bombas foram reprovadas por erros mecânicos, no entanto não foram interditadas porque não chegavam a prejudicar o bolso dos clientes.

No mês passado, a operação “De Olho na Bomba”, do Ipem, autuou três postos de combustíveis em Lins (100 quilômetros de Bauru). Na ocasião, foram encontradas irregularidades em seis bombas. Por outro lado, nenhuma irregularidade fiscal foi detectada nos oito postos de combustíveis fiscalizados na cidade durante a operação.

Segundo o Ipem, os fiscais do Instituto podem retornar aos locais autuados em datas aleatórias. Se constatar irregularidades novamente durante as vistorias, a multa pode dobrar.

Durante a operação foram colhidas amostras de combustíveis que deverão ser analisados pelo Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT).

A lei prevê que os proprietários de postos que cometerem adulteração no combustível, sejam eles pessoa física ou jurídica, poderão ser impedidos de atuar nesse segmento por, pelo menos, cinco anos, a partir da data da cassação da autorização de funcionamento. Eles ficam, inclusive, proibidos de solicitar uma nova inscrição de empresa nesse ramo.

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