Bairros

Adolescentes que cresceram no bairro já são mães


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Embora tenha apenas 15 anos, o Mary Dota já possui uma nova geração de moradores. São os filhos das adolescentes que vieram para o bairro quando ainda estavam no colo de suas mães. Um exemplo é Ana Carolina Silva Adão, que tinha apenas 2 anos de idade quando foi morar no Mary Dota em janeiro de 1991. Hoje, com 18, já é mãe de Gabriel, que fez seu primeiro aniversário ontem. “Quando estava curtindo a minha adolescência, fiquei grávida do Gabriel, aí tive que abrir mão das festas para cuidar dele”, lembra a estudante que está no 2º colegial da Escola Estadual Ada Cariane.

Carolina acredita que o núcleo é um bom lugar para criar e educar o filho, pois encontra quase tudo o que precisa para cuidar dele. No entanto, acha que o local não é muito seguro. “Eu fico preocupada em relação a segurança, mas, no resto, é tudo normal”, diz. No futuro, a mãe de Gabriel pretende colocá-lo numa creche, mas, como o bairro não possui, terá que deixá-lo no bairro vizinho, o núcleo Beija-Flor. A história da dona de casa, Graciela Regina Alves é parecida com a de Carolina. Ela chegou no Mary Dota em 1994, quando tinha 10 anos. Seis anos depois, em 2000, ficou grávida de um rapaz que conheceu numa festa realizada na sede da administração regional situada no bairro. Leonardo, seu filho, está com 4 anos e estuda na Emei Márcia Albighetti. “Gosto daqui por causa da vizinhança. É muito tranqüilo morar aqui”, elogia. Porém, Graciela está descontente com o fechamento do pronto-socorro. “Quando o meu filho está com febre, tenho que ficar a madrugada inteira acordada esperando o dia clarear para levá-lo ao posto de saúde”, reclama.

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