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Barreira de corais revela universo desconhecido

Luciana La Fortezza
| Tempo de leitura: 1 min

Incorporada à urbanidade high tech, não foi a tecnologia quem emocionou a engenheira Ana Luiza Tolentino, 33 anos. Em viagem à Austrália, ela descobriu um novo universo, mas debaixo d’água. Perdeu o fôlego ao apreciar os detalhes da maior barreira de corais do mundo, considerada patrimônio da humanidade.

“As pessoas acompanham por jornais ou programas (de temática ecológica). Mas é muito impressionante (ao vivo). É como se fosse um mundo paralelo. Vi conchas vivas do tamanho de uma pessoa”, conta. Ela também mostrou-se surpresa com a relação entre uma anêmona (espécie de coral) e um peixe, denominado como palhaço.

“Um não vive sem o outro. Nenhum outro peixe pode entrar dentro dela porque ela libera toxinas. Ele a toma como se fosse a casa dele e ela o protege dos predadores”, explica. Para Ana Luiza, a experiência reforça a noção de que o homem está dentro de um todo, que deve ser preservado. “Esse mundo está sofrendo mudanças assim como o nosso está”, alerta.

A situação é grave. Estudos indicam que a grande barreira de coral da Austrália pode perder a sua cobertura por volta de 2050 e, na pior das hipóteses, entrar em colapso em 2100. Há quem sustente que sua destruição é inevitável, independentemente das ações que possam ser colocadas em prática agora.

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