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Jardim ajuda psicóloga vencer o câncer

Rita de Cássia Cornélio
| Tempo de leitura: 3 min

Um jardim com múltiplas espécies de plantas tornou-se um espaço de uso comunitário no residencial Tívoli I de Bauru. Idealizado pela psicóloga Elizabeth Martinez Ivar do Sul para agradecer a cura de um câncer . O jardim recebeu o nome de “Vale do Luar”, região dos Castelos nos arredores de Paris.

Com menos pompa de seu chará francês, o jardim do Tívoli é antes de tudo uma maneira que a psicóloga encontrou para agradecer a Deus. “Mexer com a terra e as plantas é uma terapia até hoje. Sou eu quem faço o plantio. Todos os dias vou lá. Faço podas e uma vez por mês vem um jardineiro, o Elizeu Rodrigues que dá manutenção. Além do Jurandir Fidelis e Luiz que rastelam para mim.

O Vale do Luar fica ao lado da casa da psicóloga. “A proprietária cedeu para mim. É um espaço muito bom, a lua incide aqui. Eu gosto de flores e ficava inconformada que não havia um jardim no condomínio que fosse de uso comunitário.”

O jardim começou pelas árvores que hoje totalizam cinco. “Eu pedi aos moradores que fizessem uma clareira envolta das árvores e resolvi batizá-las. Cada uma tem um nome: Anabela, Gioconda, Sofia, Júlia e Donna.”

Dentre os nomes escolhidos, somente um, Júlia é uma homenagem a uma pessoa específica. “Júlia é a neta de uma amiga minha que ajudou a pintar as placas com os nomes. Os demais são nomes italianos para acompanhar o nome do condomínio.”

O tanque de areia dedicado ás crianças foi tratado para evitar doenças de pele. “As babás trazem as crianças e eu mandei lavar a areia para evitar problemas de pele.”

A barra de alongamento é uma gentileza para os adultos. “É bem simples, mas atende as necessidades. A tenda foi instalada para acolher uma mensagem de Natal do filósofo indiano Osho. Ela está iluminada, com a ajuda de um vizinho, para que todos os moradores leiam”.

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Plantas medicinais

O jardim Vale do Luar é dividido em canteiros. Há canteiro de plantas medicinais, onde os moradores do condomínio podem colher hortelã, boldo, melissa, guiné, arruda, anador, melhoral e erva cidreira.”

No canteiro de temperos há salsinha, manjericão, manjerona, orégano e pimenta. “Muita gente vem buscar tempero aqui. Eu plantei, recentemente abacaxi além das flores como as bromélias e dama da noite que dá deixa um perfume inconfundível.”

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Fortalece o sistema imunológico

Para a psicóloga Luciana Maria Biem Neuber quando uma pessoa recebe a notícia de uma doença grave tem que encontrar forças para enfrentá-la. “É muito importante que as pessoas enfrentem as doenças porque o enfrentar faz com ela consiga ter uma ajuda emocional muito grande isso auxilia no prognóstico dessa doença.”

Se para enfrentar a doença ela entende que é importante ter uma atividade, isso faz bem. “Todos os recursos que a pessoa puder utilizar são importantes. O tratamento psicológico é importante. O trabalho voluntário, manual não deixa de ser terapêutico, é uma maneira de trabalhar as emoções.”

Toda pessoa precisa se conhecer, olhar para dentro e verificar como está diante da doença. “Precisa reagir e a reação tem que ser positiva. Ela tem que ter força de vontade, vontade de viver, garra, tem que valer a pena viver para ela lutar para que esse tratamento também tenha um resultado positivo.”

É comum pessoas que passam por obstáculos reavaliar a vida que estão levando, lembra a psicóloga. “O cuidar das plantas, não deixa de ser um cuidado com sua própria saúde. Ela vai querer continuar aquilo que ela começou. Muitos que se deparam com diagnóstico de doenças graves reavaliam a vida. É comum elas procurarem algo que tenha continuidade.”

O trabalho, o sentir se útil mexe com o emocional e fortalece o sistema imunológico auxiliando no tratamento. “Fortalecendo o sistema imunológico a resposta ao tratamento se torna mais positiva.”

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