Itapuí – A cidade de Itapuí (44 quilômetros de Bauru) se destaca economicamente tanto na atividade industrial dos setores moveleiro e avícola, quanto no segmento atacadista de material para papelaria. Contando com setor produtivo dinâmico e formatado com empresas tradicionais e novas, a cidade padece de um sério problema de falta de energia elétrica, que limita seu parque industrial. Com perspectiva de novos investimentos e geração de postos de trabalho represados, a escassez de eletricidade em Itapuí é mais um exemplo da má infra-estrutura apontada em diagnóstico divulgado pelo Banco Mundial, na semana passada, como entrave ao crescimento econômico do Brasil. Problemas de infra-estrutura foi só um dos empecilhos ao desenvolvimento citados pelo organismo internacional.
Entretanto, a partir do primeiro bimestre de 2006, a falta de energia para mover máquinas que impulsionem a economia promete ser coisa apenas das anedotas em Itapuí. A injeção de investimentos privados e púbicos em infra-estrutura, receitada pelo Banco Mundial para todo o País, foi adotada no município. Como se tivesse tirando um peso dos ombros, o prefeito Gilberto Saggioro (PPS) frisa a importância para a economia local dos R$ 3,8 milhões a serem desembolsados pela Companhia Paulista de Força e Luz (CPFL) na construção de uma subestação de energia elétrica, em terreno doado pelo município. O prefeito comenta que a falta de energia faz com que as empresas instaladas freiem sua expansão e também impede investimentos de novas indústrias na cidade.
Bastou o anúncio da subestação para que o frigorífico Itabon desse sinal verde à ampliação de seu parque industrial, desengavetando plano de ganhar o mercado internacional com exportações. Há 20 anos em Itapuí, o frigorífico emprega diretamente 1.100 profissionais. O aumento da oferta de energia irá alimentar compressores indispensáveis ao sistema de estocagem e congelamento dos produtos que a empresa pretende vender no Exterior, inicialmente no Emirados Árabes, país do Oriente Médio. A indústria ainda teve de investir para estender cabos da subestação até a sede da empresa. Em entrevista ao JC, no começo deste mês, executivos da avícola lembraram que a subestação favorecerá também outras empresas da cidade. “A subestação vai dar impulso à economia do município”, sentencia Saggioro.