Em Bauru, as opções para os estudantes preencherem as férias escolares são cursos intensivos. Para escolas de idiomas e até mesmo universidades, as férias viram sinônimos de salas de aula cheias.
A Universidade do Sagrado Coração (USC), por exemplo, desde 1960 oferece a oportunidade para os alunos cursarem algumas disciplinas durante o mês de dezembro, logo após o término do semestre. São 22 dias seguidos de aula. Durante esse período, os alunos estudam normalmente, desenvolvem trabalhos e são avaliados.
Neste ano, 314 alunos optaram por acompanhar as aulas de verão, que são ministradas por 35 professores. Geralmente são disciplinas do ciclo básico da grade da universidade que são comuns aos 34 cursos que ela oferece, explica a assessoria de comunicação da USC. Os alunos que optam por esse curso, pretendem adiantar as disciplinas ou acertar o currículo para a formatura. As aulas vão de 4 a 22 de dezembro.
Professor do curso de psicologia da universidade, Marcelo Mendes dos Santos há seis anos dá aulas também para o curso de verão. Segundo ele, o trabalho é mais concentrado e as aulas devem ser ministradas de forma que contemplem o momento de final de semestre que o aluno está passando. “Temos de lançar mão de metodologias que não comprometam o conteúdo, mas que tenham essa leitura”, explica. Para isso, o professor utiliza de atividades diversificadas, como análise de pesquisas, exibição de filmes, etc.
Além do aluno, o próprio professor opta por abrir mão de uma parte das férias para trabalhar. Para conciliar esse tempo na universidade com a família, Santos explica que é necessário programação. “Também tenho que buscar alternativas para não gerar cansaço excessivo. Mas dá para fazer numa boa”, conta.
Para quem freqüenta escolas de idioma, as férias podem servir para adiantar o curso. Uma escola com sede na avenida Duque de Caxias oferece cursos intensivos nas férias de julho e também de final de ano. Segundo a atendente Priscila Ferasoli, a oportunidade é boa porque além de se ter um contato diário com a língua, os preços são mais em conta. “Os alunos fazem um nível, que dura um semestre, em três semanas”, explica. As aulas diárias, têm duas horas e meia de duração. A vestibulanda Adriana Augustinho de Mello fez o intensivo nas férias de inverno e achou muito positivo. “Aprendi bem mais porque lidava o dia todo com a língua”, conta. “Além disso, depois que você viaja e descansa, ainda sobra muito tempo nas suas férias”, observa.