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O Natal está chegando


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O corre-corre do dia-a-dia parece que vai se intensificando a cada ano. Já estamos às vésperas do Natal e quase não nos damos conta de que o ano passou tão rápido, e que vamos começando um ano novo na mesma velocidade, sem que possamos dar uma pausa para refletir como está a nossa caminhada, como temos aproveitado o que acontece a nossa volta para um amadurecimento interior que nos faça melhores como pessoas humanas. Este tempo do Advento nos leva a meditar sobre como está a nossa vida, para onde vamos com tanta pressa, será que estamos nos detendo no essencial, será que conseguimos apreender aquilo que realmente importa, será que conseguimos cultivar as boas amizades, ampliar as possibilidades de crescimento pessoal, profissional, cultural e espiritual, será que temos conseguido ser nós mesmos, fiéis à nossa vocação, àquilo que somos com autenticidade, enfim, será que estamos sendo felizes com o que fazemos – e o mais importante – fazer os que estão próximos de nós felizes?

Mais um Natal, mais um Ano-Novo, mais uma preparação de ceia, mais cartões de felicitações, etc. Mas estamos dando atenção ao que o Natal quer de nós? Que façamos viver em nosso coração o verdadeiro espírito da solidariedade? O nascimento de Jesus Cristo há mais de dois mil anos foi o grande acontecimento (que dividiu a história em antes e depois). Será que estamos permitindo que ele nasça em nossos corações, neste cotidiano frenético de muitas coisas fúteis e vãs? Em uma de suas reflexões, Luigi Giussani, o fundador do movimento católico “Comunhão e Libertação”, assim expressou, dizendo aos seus ouvintes; “Se vocês vivem um dia, se um só dia é vivido sem que vocês se apaixonem pela piedade para com Cristo, pelo amor de Cristo, pela caridade, é como se fosse um dia perdido, pois ‘existe’ um valor dos dias não perdidos, mesmo que a pessoa não pense nisso, mesmo que não pense numa crise desse pertencer”. Nas vésperas do Natal, seria bom que nos indagássemos com seriedade se o que fazemos está valendo a pena. Há “valor nos dias não perdidos”, quando sabemos fazer parte de uma história viva, quando sabemos que há amizade em nossas relações, verdade de sentimentos, motivação ao bem comum. É dessa forma que a preparação para o Natal será de vital importância, e não será em vão, quem sabe pode propiciar mudanças de atitudes (que é o sentido da conversão). O tempo hoje está ao nosso alcance, façamos com que ele seja um momento de graça, de alegria e partilha. Façamos desta preparação ao Natal, um exercício de avaliação que possibilite alcançarmos a paz interior que desejamos e queremos oferecer a todos neste Natal.

O autor, Valmor Bolan, é doutor em sociologia e reitor da Universidade de Guarulhos, seu e-mail é valmorbolan@faenac.edu.br

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