O empresário Law Kin Chong, considerado um dos maiores contrabandistas do Brasil, está em uma cela de isolamento em regime de observação no Centro de Detenção Provisória (CDP) de Bauru desde o último sábado, segundo informações da assessoria de imprensa da Secretaria de Estado da Administração Penitenciária (SAP). O procedimento é comum a todos os presos que chegam ao CDP, para que eles se adaptem ao sistema do presídio para, depois, serem incorporados à população carcerária.
Com a prisão preventiva decretada pela juíza federal da 2.º Vara Criminal, Silvia Maria Rocha, Chong foi transferido do Instituto Penal Agrícola (IPA), onde cumpria pena em regime semi-aberto desde agosto, para o CDP. Ele deve continuar preso no CDP aguardando determinação judicial. Enquanto permanece em observação, por período ainda não determinado pela diretoria do presídio, Chong fica em sala separada, sem convívio com a população carcerária, inclusive durante as refeições.
Depois de se adaptar ao convívio no órgão, ele será transferido a um pavilhão do CDP. Apesar do isolamento de outros presos, Chong pode receber visitas normalmente, aos domingos, de acordo com a assessoria de imprensa da SAP. Para receber Kin Chong no último sábado, foram adotados procedimentos padrão, como escolta feita por agentes de segurança penitenciária e policiais militares.
Segundo a assessoria de imprensa da Secretaria de Estado da Administração, não é possível estipular quanto tempo o chinês permanecerá no CDP, já que está à disposição da Justiça. Atualmente, o CDP de Bauru possui 1.058 presos, mas a capacidade é para atender 768.
Dono de dois andares da galeria Pagé, em São Paulo, ele é acusado de dominar os shoppings centers populares da região da rua 25 de Março, também em São Paulo, onde aluga pequenas lojas a microcomerciantes chineses que vendem, principalmente, produtos contrabandeados.
No mesmo dia da transferência de Chong, sua esposa, Mirian Law, foi presa em Bauru pela Polícia Federal. Ela é acusada dos crimes de lavagem de dinheiro, contrabando, evasão de divisas e sonegação fiscal e foi conduzida à Superintendência da Polícia Federal na Capital paulista.