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Serraglio deve reafirmar ‘mensalão’

Folhapress
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Brasília - O relator da CPI dos Correios, deputado Osmar Serraglio (PMDB-PR), manteve-se recluso nos últimos dois dias para concluir a prestação de contas dos primeiros seis meses de investigação da comissão e prefere não antecipar informações. O presidente da CPI, senador Delcídio Amaral (PT-MS), segue a mesma estratégia. “Eu não posso divulgar nada. Hoje vocês vão saber de tudo”, afirmou.

Apesar do segredo, ambos dizem que o conteúdo não acrescentará novidades ao que já foi divulgado. “Não há nada de bombástico”, afirmou Serraglio. Porém, o documento da CPI, que sintetizará as informações já prestadas à comissão, deve confirmar a tese de que houve pagamento de “mensalão”. “A CPI termina o ano dizendo que o ‘mensalão' existiu e que é aquilo que o brasileiro acha que ele é”, afirmou o sub-relator Antônio Carlos Magalhães Neto (PFL-BA).

A conclusão, de “conteúdo político forte” na opinião de ACM Neto, foi possível em virtude do cruzamento de dados de sigilos quebrados pela comissão. Um dos confrontos de informação tem como objeto a Bônus-Banval, corretora que teria sido usada pelo empresário Marcos Valério Fernandes de Souza para repassar recursos para “mensaleiros”.

O cruzamento dessas informações, conforme integrantes da CPI, reforça a tese de que houve repasses para partidos. Outro assunto que será relatado oficialmente pela CPI será o uso de recursos na campanha de Eduardo Azeredo (PSDB) ao governo de Minas Gerais em 1998.

O tesoureiro Cláudio Mourão confirmou em depoimento à CPI que usou recursos de Valério sem o consentimento de Azeredo. Serraglio disse que não se “reportará a nomes”, mas afirmou que contará que, no passado, recursos de Marcos Valério foram usados em campanhas eleitorais.

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