Ao longo de 2005, o Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) apreendeu cinco caprinos, 22 bovinos e 97 eqüinos. A “supremacia” dos cavalos supera os números. Eles são apontados como vilões do órgão ligado ao Departamento de Saúde Coletiva.
“Quando é bovino, normalmente o proprietário paga a taxa. Os eqüinos são mantidos do lado de casa (e somem)”, explica Luiz Ricardo Paes de Barros Cortez, veterinário chefe da sessão de Controle de Zoonoses. Grande parte das vezes, saem para transitar pelas ruas, mas em alguns casos são mesmo furtados.
Segundo um ex-carroceiro ouvido pela reportagem, há moradores da periferia que, ao encontrar um cavalo pelo caminho, o furta somente com a intenção de chegar em casa montado, menos cansado. “Depois, solta o animal por aí”, comenta. Ele, que pediu para ter o nome preservado, se diz vítima de furto. Registrou boletim de ocorrência para retirar, sem pagar taxas, a égua que, tempos depois, morreu.
“O valor (cobrado pelo CCZ) é quase o mesmo (do preço cobrado por cavalo no mercado). Ele sai por uns R$ 350,00. Para muita gente, cavalo é meio de vida. A prefeitura pode dificultar muito (com as fiscalizações). Eu mesmo não consegui mais comprar outro (após a morte da égua)”, afirma. Porém, pondera que a iniciativa da prefeitura será eficaz para coibir maus-tratos aos animais.
Ele diz conhecer proprietários de cavalos que exploram o bicho e não respeitam seus limites físicos.