Economia & Negócios

Ex-funcionários de empreiteira precisarão recorrer à Justiça para receber salários

Lígia Ligabue
| Tempo de leitura: 1 min

Após respirarem aliviados com a promessa de receber o salário de novembro, cerca de 50 ex-funcionários da empreiteira Aurora, que prestava serviços à Companhia Paulista de Força e Luz (CPFL), vão passar o Natal sem o dinheiro. A empreiteira, que era responsável pelos serviços de corte e religação de energia e pela manutenção de postes de iluminação pública, fechou suas portas recentemente e deixou os trabalhadores sem alternativas.

Um ex-funcionário, que preferiu não se identificar, conta que a empresa deve aos antigos empregados, além dos salários, o pagamento do 13º, três cestas básicas e os acertos das demissões. A empreiteira também não liberou as carteiras de trabalho dos funcionários. “O seguro-desemprego já venceu e nem o Fundo de Garantia liberaram”, lamenta.

A CPFL, que havia se comprometido a auxiliar os empregados da empresa terceirizada, afirmou ontem que só não fez o repasse financeiro para o Sindicato dos Eletricitários porque a empreiteira, com sede em São Paulo, não enviou a relação de funcionários e nem o valor dos salários devidos, conforme acordo firmado no Tribunal Regional do Trabalho (TRT).

A assessoria de imprensa da CPFL afirma que no dia 16 de dezembro notificou a Procuradoria do Trabalho sobre o fato na tentativa de obter a informação, mas como não obteve nenhuma resposta da empresa, decidiu marcar para amanhã uma reunião na sede da companhia (em Campinas) com o Sindicato dos Eletricitários. O objetivo é convidar a entidade a participar de uma audiência no TRT na tentativa de encontrar uma forma para realizar os pagamentos. A notícia de que não seria dessa vez que receberia seu acerto desanimou ainda mais o antigo empregado da empreiteira. “Agora complicou. O Natal vai ser difícil”, diz.

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