Nacional

Desemprego fica estável em novembro

Por Janaina Lage | Folhapress
| Tempo de leitura: 2 min

Rio de Janeiro - A taxa de desemprego de seis regiões metropolitanas do País ficou estável em 9,6% em novembro, segundo dados divulgados ontem pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Trata-se do terceiro mês consecutivo que o índice registra a mesma taxa de desemprego. Tradicionalmente, o mercado de trabalho fica mais aquecido no fim do ano com o aumento das contratações de trabalhadores temporários.

Neste ano, entretanto, a entrada dos temporários no mercado de trabalho ainda não surtiu efeito. Juros altos, câmbio e crise política são os principais fatores mencionados por analistas para justificar a estagnação do mercado de trabalho. Já a renda do trabalhador subiu 0,4% em novembro. Passou de R$ 970,88 em outubro para R$ 974,50 no mês passado. O rendimento dos homens foi estimado em R$ 1.115,50, enquanto o das mulheres em R$ 792,50.

O levantamento do IBGE diverge da pesquisa da Fundação Seade e Dieese divulgada anteontem, que mostrou que a taxa de desemprego da região metropolitana de São Paulo recuou para 16,4% da população economicamente ativa, o menor patamar para este mês desde janeiro de 2001. Entre as seis regiões pesquisadas, nenhuma apresentou movimentação significativa de outubro para novembro, segundo o IBGE.

Em São Paulo, a taxa de desemprego aumentou de 9,6% para 9,7%. Para o IBGE, o resultado é considerado estável. No Rio de Janeiro, a taxa caiu de 7,9% para 7,7%. De acordo com a metodologia da pesquisa, o resultado também representa estabilidade Em relação a novembro do ano passado, apenas a região metropolitana de Recife apresentou crescimento e passou de 11,2% para 14,7%.

Em novembro, o contingente de pessoas ocupadas nas seis regiões metropolitanas foi estimado em 20,1 milhões. Em relação a outubro o indicador ficou estável. O número de pessoas à procura de trabalho nas seis regiões metropolitanas pesquisadas pelo IBGE permaneceu estável em 2,1 milhões de pessoas na comparação com outubro.

As mulheres representaram em novembro a maioria dos desocupados, com 56,6%. A pesquisa mostra que o mercado de trabalho está exigindo maior grau de qualificação: em novembro de 2002, 37,6% dos desocupados tinham pelo menos o ensino médio concluído, em novembro deste ano, este patamar subiu para 44,4%. O emprego com carteira permaneceu estável na comparação com outubro, mas cresceu 3,8% em relação a novembro de 2004, o que equivale a mais 281 mil postos de trabalho.

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