Cultura

Português leva o prêmio de melhor poesia

Adriana Fricelli
| Tempo de leitura: 2 min

Pelo segundo ano consecutivo, o vencedor da terceira edição do Concurso Internacional de Poesias “Celina Lourdes Alves Neves” foi o português Domingos Freire Cardoso, com o soneto “O sonho também se agarra”. A revelação foi feita ontem à noite no Automóvel Clube, que premiou em segundo e terceiro lugar, respectivamente, a também portuguesa Ivone Suanny dos Santos Lisboa e a bauruense Maria Carmem Fernandes Herreira Mucheroni.

Além dos troféus para os primeiros colocados, foram entregues medalhas de menções honrosas para Luzia Aparecida João, de Piratininga; Maria José Viegas Conceição Fraqueza, de Portugal; e Paulo Sena Din, de Macatuba. Os bauruenses Gleide de Fátima Sales Ferreira e Gustavo Zorzella Vaz e a paulistana Renata Paccola foram contemplados com medalhas de menções especiais. O concurso é uma realização da Academia Bauruense de Letras (ABL), em parceria com Lions Clube de Bauru, União Brasileira de Trovadores e Secretaria Municipal de Cultura.

Para o presidente da ABL, Munir Zalaf, o evento tem como objetivo divulgar o trabalho dos poetas. “Nós queremos abrir espaço para que as pessoas tenham coragem de retirar suas obras da gaveta e busquem seu reconhecimento”, coloca Zalaf, que lamenta a queda do número de inscritos em relação ao ano anterior. “Em 2005, tivemos cerca de 200 participantes, enquanto que neste ano foram apenas 46 inscritos”.

A baixa participação é justificada por Zalaf devido à falta de inspiração e ao curto prazo que os poetas tiveram para mandar suas poesias. “Para o ano que vem, pretendemos prolongar os dias para a inscrição, além de buscar parcerias privadas para premiar os poetas com dinheiro”, espera.

Avaliação

Todas as poesias foram avaliadas pelos poetas Ercy Maria Marques de Faria, José Carlos Mendes Brandão e Roldão Singer. O critério de avaliação foi o conteúdo dos textos levando em conta a profundidade poética e a gramática. “Os ganhadores são poetas de valor, que escrevem maravilhosamente bem”, coloca Zalaf.

Os resultados são, na avaliação do presidente, reflexo da imparcialidade da comissão. “Foram escolhidos pessoas de fora da cidade e até mesmo do País. Isso é um sinal de que não houve nenhum tipo de paternalismo”, afirma. As poesias foram analisadas sem que os julgadores soubessem a origem das mesmas.

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