Um século já se passou desde que Jorge Tibiriçá, à época presidente do Estado (hoje seria governador do Estado), num rasgo de segurança em benefício do povo, criou a Polícia Civil paulista, no dia 23 de dezembro de 1905, através da Lei nº 979. Desde então são milhares de homens e mulheres labutando cotidianamente em prol dos interesses coletivos, diminuindo os temores da insegurança e proporcionando à sociedade dias melhores e mais seguros, em que pese a criminalidade que não é só nossa, mas de todo o mundo. Felizmente, a região de Bauru - segundo as estatísticas do Instituto Fernand Braudel - ainda é uma região do Estado de menor índice criminal. Isto graças à atividade constante dos policiais que atuam nesta área. Os resultados dessa atividade certamente encheriam de orgulho o seu fundador.
A Polícia Civil é uma instituição destinada, portanto, ao bem comum. E isto é constantemente demonstrado se olharmos a funcionabilidade das suas repartições e os serviços policiais (investigação), extra-policiais (projetos como a delegacia cidadã) e através da polícia judiciária (inquéritos policiais), que dispensam à população toda a sua atividade de polícia cidadã, eis que servem às pessoas durante as 24 horas do dia. É bem verdade que outras metas nos índices criminais deverão ser atingidas, pois, incessantemente, a Polícia Civil está se aperfeiçoando com instrumentos avançados e eficazes, com o objetivo de se criar uma estrutura atualizada, enxuta e eficiente. Nessa linha, enfatizou-se o treinamento dos policiais, com o fito de adaptá-los às mais modernas técnicas investigativas. O resultado dessas mudanças tem sido alviçareiro.
Nesse afã, a Polícia Civil paulista tem alcançado seus objetivos, contribuindo para aprimorar o sistema de segurança pública paulista. O aparato tecnológico que culmina com a descoberta e a conseqüente solução dos ilícitos perpetrados pelos bandidos contra a coletividade são a grande novidade para destruir a intenção malévola dos transgressores da lei e da ordem. E através de procedimentos científicos, pode-se demonstrar os resultados obtidos, mediante a elaboração das estatísticas, necessárias para localizar os buracos negros, ou seja, os índices com a diminuição ou o aumento das ilicitudes, com os tipos dos crimes que ali proliferam e, ainda, com as características dos criminosos.
Dessa forma, os mecanismos estatísticos são, hodiernamente, de grande valia para a polícia preventiva, como para a polícia judiciária. É através dos dados obtidos que a polícia pode planejar, coordenar e exercer as ações policiais que poderão culminar com apreensões ou prisões dos envolvidos nos desajustes praticados contra o povo. Parte desse êxito resulta do trabalho de policiais vocacionados, cujo desempenho profissional permite a superação das dificuldades porventuras existentes. Por isso, a Polícia Civil comemora os 100 anos de sua existência ativa, apresentando estatísticas satisfatórias, principalmente nesta região administrativa, já que alcançamos um lugar de destaque no ranking estatístico estadual.
E essa posição percebe-se, claramente, se observarmos que as cadeias e os presídios encontram-se abarrotados de transgressores. É porque a polícia está trabalhando, seriamente, em benefício dos cidadãos ordeiros e trabalhadores que merecem paz e tranqüilidade para o desempenho de suas atividades e para o ir e vir, cotidianos. Por isso, saudamos in memoriam o então presidente do Estado, Jorge Tibiriçá, que nos propiciou uma profissão para destemidos, lutadores e abnegados que muitas vezes dão a própria vida em defesa dos sagrados direitos existenciais dos cidadãos.
Ao enaltecer a Instituição Policial Civil, cumprimentamos todos os seus membros pela azáfama da sua lide nestes 100 anos de ações e lutas constantes contra a criminalidade. A sociedade pode ter certeza de que este primeiro século de atuação firme e perseverante servirá de lastro para novos e contínuos embates. É por isso que, desde já, conclamamos a férrea atuação de todos os nossos valorosos policiais civis, para que a população bauruense e da região se sinta, ao longo do tempo, penhoradamente servida. Parabéns Polícia Civil.
O autor, Antônio Ângelo Ciocca, é delegado seccional de polícia de Bauru