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BC ainda defende queda ‘gradual’ e ‘cautelosa’ dos juros básicos

Folhapress
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Brasília - O Banco Central (BC) avalia que a condução da política monetária tem sido adequada para garantir a convergência da inflação para a trajetória de metas e que ela não compromete as conquistas dos últimos meses, segundo a ata da reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) realizada entre os dias 13 e 14 de dezembro, que reduziu a taxa básica de juros da economia brasileira (Selic) de 18,5% para 18% ao ano.

“A flexibilização gradual da política monetária não comprometerá as importantes conquistas obtidas no combate à inflação e na preservação do crescimento econômico com geração de empregos e aumento de renda real”, diz a ata.

A manutenção dos juros elevados durante o ano e a morosidade na redução das taxas têm gerado diversas críticas ao BC neste ano, que se intensificaram após a queda de 1,2% do Produto Interno Bruto (PIB) no terceiro trimestre.

O BC e os demais integrantes da equipe econômica chegaram a ser apontados como culpados pelo encolhimento da economia brasileira até mesmo por ministros e autoridades petistas. Na ata, o Copom não faz comentários sobre a queda do PIB. Afirma apenas que os juros não comprometem o crescimento.

Com a retração, criou-se a expectativa de que o BC pudesse acelerar a queda nos juros. No entanto, assim como nas reuniões anteriores, o corte foi de 0,5 ponto percentual na reunião de dezembro. O Copom prevê a recuperação e expansão da atividade econômica nos próximos meses, e acrescenta ainda que esse crescimento não deverá pressionar a inflação.

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