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Polícia Federal de Maceió não pode receber Beira-Mar, alerta sindicato

Folhapress
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São Paulo - O presidente do Sindicato dos Policiais Federais de Alagoas, Jorge de Lima, afirmou que a carceragem da Superintendência da Polícia Federal (PF) em Maceió não tem condições de segurança para abrigar o traficante Luiz Fernando da Costa, o Fernandinho Beira-Mar.

Segundo Lima, os agentes estão preocupados com uma eventual ação de resgate do preso no período de festas de final de ano. “A superintendência não tem as condutas e as normas de segurança que têm de conter um presídio de segurança máxima. Nossa preocupação é com a segurança de Beira-Mar e dos colegas que ficam 24 horas de plantão. Nesse época de festividades fica mais vulnerável.” Em 2003, quando Beira-Mar passou 39 dias presos em Maceió, foram montadas barricadas na avenida em frente à superintendência, policiais civis e militares armados faziam a guarda externa e agentes do Comando de Operações Táticas de Brasília guardavam a parte superior do prédio. “Hoje não tem nada disso. As equipes dos plantões vieram todas ao sindicato pedir nossa interferência para aumentar a segurança. Eles estão preocupados com um possível resgate.” Beira-Mar foi transferido de Florianópolis para Maceió em 26 de novembro. A Polícia Federal havia identificado um plano para tentar resgatá-lo.

O superintendente-substituto da PF no Estado, Arivaldo Marques, disse que as instalações oferecem a segurança necessária. No entanto, na reunião de ontem do Conselho Estadual de Justiça e Segurança -que - reúne representante dos órgãos de segurança - o delegado pediu ao governo do Estado reforço na segurança externa do prédio. Segundo Marques, seria para dar uma “margem mais tranqüila de segurança”.

O secretário da Defesa Social do Estado, Paschoal Savastano, disse que irá analisar o pedido da PF. Logo após a chegada do traficante ao Estado, o governador de Alagoas, Ronaldo Lessa (PDT), disse que fora surpreendido com a transferência e que não designaria policiais para a segurança.

O conselho decidiu recomendar ao governador que tome medidas para a transferência de Beira-Mar. “Se o governador não tomar nenhuma medida para tirá-lo daqui, nós da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) vamos tomar”, disse Marcos de Mello, presidente da seccional da OAB em Alagoas.

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