Brasília - O líder do PSDB na Câmara, Alberto Goldman (SP), viu nas declarações de ontem do presidente Luiz Inácio Lula da Silva um sinal de que 2006 será um “ano tenso”. Ao reagir as críticas de que a oposição avalia seu governo com rancor e inveja, Goldman disse que, ao contrário, os tucanos têm sido gentis com Lula.
“Ao fazer esse tipo de acusação à oposição, que tem sido gentil com ele, o presidente mostra que chegou às raias do desespero com a perda de popularidade”, avaliou.
“Vamos torcer para que o ano que vem passe depressa porque ele (Lula), na disputa pela reeleição, vai criar um clima de confronto, que um presidente equilibrado deveria querer evitar”, completou. Goldman assistiu ao discurso do presidente. “Ele me pareceu um homem desequilibrado”, insistiu. Já o presidente do PFL, senador Jorge Bornhausen (SC), preferiu relevar as novas críticas de Lula à oposição. “Não vou comentar isso, só desejo a ele (Lula) e a sua família um bom Natal”, disse.
Mais cedo, Bornhausen divulgara nota de repúdio a declarações do ministro Márcio Thomaz Bastos (Justiça). Na véspera, Thomaz Bastos anunciou que a Polícia Federal investigaria a prática de arrecadação ilegal de dinheiro para as campanhas dos partidos em 2006. “As declarações do ministro são totalitárias, arbitrárias, autoritárias e antidemocráticas’’, disse o senador em nota: “Qualquer interferência externa significa ato servil de organismo público para atender interesses do presidente da República e do seu ministro”.