Materiais que são considerados lixo por muitos transformam-se em objetos decorativos nas mãos de outros. Este é o caso de Eliane Fernandes, formada em história da arte, funcionária da Receita Federal e artesã nas horas vagas. Antenada em tudo o que está acontecendo a sua volta e com olhos que enxergam além do visível, Eliane , em parceria com seu colega de trabalho Arlindo Tollini Filho, fez de sacos de estopa e bolinhas de isopor, um lindo anjo que está exposto na delegacia regional da Receita Federal em Bauru.
Para a artista, o trabalho artesanal não exige muita habilidade, e sim paciência e dedicação. “É preciso tempo, mas o resultado compensa”. Eliane também aponta a orginalidade desse tipo de decoração como fator de diferenciação em relação aos produtos confeccionados, que tendem a ser padronizados e, inclusive, mais caros. “Além de ser uma terapia, a pessoa economiza dinheiro e ainda tem um produto único, com um toque particular”.
Com esse intuito, Eliane fez uso de produtos manufaturados e os incrementou com toques artesanais para presentear seus conhecidos na noite de Natal. “Comprei blusas simples e baratas e bordei. Ficaram lindas e superdiferentes. Também adquiri algumas pecinhas de metal e madeira e fiz bijuterias maravilhosas”, conta.
Normalmente, a artista utiliza como matéria-prima madeira, restos de azulejos e estopa. Com esses materiais, Eliane produz vasos, bijuterias, quadros e mosaicos. As peças são feitas no ateliê que a artista mantém em casa e que a ocupa nas horas vagas. O sonho de Eliane é se aposentar e fazer do artesanato sua única atividade. “Acho que todos deveriam se dedicar a alguma habilidade manual. Não tem como não se apaixonar”, finaliza.