Sem saber com qual árvore estava lidando, o professor coordenador do curso de desenho industrial, Milton Nakata, recebeu do aluno Flávio Cavaleiro um pedaço de madeira para que esculpisse uma obra de arte. “Ele fez mistério. Disse que só me contaria o que era depois. Fiquei surpreso”, lembra.
“A gente acha que tudo já tinha sido explorado. E estava aí, na nossa cara”, diz. Fênix, a obra criada pelo professor, chama atenção pelos detalhes e também pelo tamanho: oito centímetros de altura e 12 centímetros de comprimento.
“A madeira é excelente. É fácil de esculpir e por outro lado, é resistente para pequenos detalhes’, observa Nakata. Ele ressalta que até trabalhando no sentido contrário à direção das fibras, a madeira continua resistente. “Normalmente, as peças quebram”, conta. Entusiasmado com a descoberta, ele solicitou ao antigo aluno mais uma amostra da madeira. “Quero ir até o limite. Pretendo descobrir até onde a madeira resiste em termos de detalhes”, planeja.
Uma ressalva feita pelo professor é que talvez a madeira necessite de algum tipo de tratamento posterior. “Como é uma nova descoberta, talvez essa madeira possa requerer algum tipo de cuidado. De qualquer forma, é um material de possibilidades amplas”, observa Nakata.