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Eclusas do rio Tietê vão passar por manutenção em janeiro

Da Redação
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As seis eclusas da AES Tietê localizadas ao longo da hidrovia Tietê-Paraná, no Interior de São Paulo, deixam de operar entre os dias 4 de janeiro e 2 de fevereiro. A interrupção faz parte do processo de manutenção obrigatória das eclusas.

Por isso, o tráfego nesses locais pelo rio Tietê será totalmente paralisado. As eclusas em manutenção situam-se nas hidrelétricas: UHE Barra Bonita (Barra Bonita-SP), UHE Bariri (Boracéia-SP), UHE Ibitinga (Ibitinga-SP), UHE Promissão (Promissão-SP), e UHE Nova Avanhandava (Buritama-SP), esta última com duas eclusas.

O processo ocorre a cada dois anos e está previsto no edital de privatização que determinou as condições para que a AES Tietê assumisse as operações das usinas hidrelétricas.

Durante a manutenção, as eclusas são esvaziadas. Todos os equipamentos eletroeletrônicos, bombas, correias e demais maquinários, além dos sistemas de controle são avaliados. Eventuais pinturas ou aplicações de produtos anti-corrosivos podem ser feitas.

A atividade, entretanto, não despeja no rio nenhum tipo de produto químico ou material poluente que possa contaminar águas ou peixes. Ao contrário, na limpeza das eclusas, é comum serem retirados materiais pneumáticos, madeiras e plásticos que caem das embarcações ou vêm pelas águas do rio.

Cerca de 30 a 40 técnicos devem trabalhar em cada eclusa. A operação total custará R$ 3 milhões à AES Tietê. “Graças a esse trabalho, garantimos durante dois anos, até a próxima manutenção, que as condições de operação e confiabilidade das eclusas sejam totais. Atualmente, o índice de disponibilidade de tempo das eclusas está em 99%, condição acima dos 95% exigidos”, informa o diretor de Operação e Manutenção da AES Brasil Juan Carlos Castagnino.

Movimento menor

A exemplo das outras três manutenções que a AES Tietê já fez (em 2000, 2002, 2004), o mês de janeiro é escolhido por ter o menor movimento no ano. Na eclusa de Barra Bonita, a mais movimentada, em janeiro de 2005 foram transportados aproximadamente 24.300 toneladas de cargas (grãos, areia, madeiras e combustíveis, entre outros materiais), 10.561 passageiros e passaram 447 embarcações. A média dos outros dez meses do ano mostra números maiores: 71.014 toneladas de cargas, 12.810 passageiros e 701 embarcações.

De um modo geral, as seis eclusas da AES Tietê acumulam no período de janeiro a novembro deste ano 15.889 operações em que passaram 6.720.269 toneladas, 196.240 passageiros e 27.817 embarcações.

A manutenção em 30 dias corridos e não em períodos menores ao longo do ano, segundo o diretor, é a forma “mais eficiente”.

O superintendente de Operação e Manutenção da AES Tietê, João Carlos Pelicer, complementa: “Se não houver um trabalho bem feito agora, podem começar a ocorrer durante o ano interrupções não programadas. Isso é pior do que a parada de janeiro, que é planejada e conhecida por todas as partes envolvidas”, explica.

O Departamento Hidroviário da Secretaria dos Transportes do Governo de São Paulo e a Marinha do Brasil são os responsáveis pela administração do fluxo do tráfego no rio e pela comunicação aos usuários das operações de manutenção.

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