A noite de Natal acabou mal para um motociclista que realizava manobras radicais no Sambódromo. Ele foi internado no Pronto-Socorro Central com fraturas no maxilar. De acordo com o registrado em boletim de ocorrência, Waldnei Ledo Lima, 22 anos, teria perdido o controle de sua moto e batido contra um alambrado quando fazia manobras dentro do Sambódromo.
O acidente aconteceu anteontem, por volta das 21h. Segundo apurou o JC, Lima foi socorrido por familiares e amigos, que acionaram o Corpo de Bombeiros. O resgate levou o rapaz até o Pronto-Socorro Central, onde foi medicado e recebeu alta por volta do meio-dia de ontem. O delegado Marcos Cremonesi, titular do 4.º Distrito Policial, ressalta que o Sambódromo não é uma via pública, portanto, o ato não configura infração de trânsito.
No entanto, a polícia irá investigar o que Lima fazia e como entrou no local. Segundo o comandante interino da Base Sudeste da Polícia Militar, subtenente Antônio Carlos Rodrigues, o rapaz teria invadido o local, um vez que para a utilização da área é preciso alvará da prefeitura e corpo de segurança. “Provavelmente o motociclista entrou por algum alambrado deteriorado”, explica Rodrigues.
A manutenção do Sambódromo, localizado no Núcleo Habitacional Presidente Geisel, é responsabilidade da Secretaria Municipal de Cultura. De acordo com o secretario de Cultura, José Augusto Ribeiro Vinagre, no local há um zelador, mas alguns vândalos costumam destruir alambrados e parte da infra-estrutura. “A secretaria não dispõe de verba específica para a manutenção do Sambódromo. É preciso conscientização por parte da população para manter um bem público”, afirma Vinagre.
A reportagem conversou com pessoas que moram nas proximidades do Sambódromo e todas disseram que é comum a presença de motoqueiros realizando manobras arriscadas. “Vi o resgate passando aqui na noite de Natal, mas não fui ver o que havia acontecido. Todo domingo eles fazem barulho. Eu e meu marido estamos até pensando em vender nossa casa e mudar daqui”, conta uma moradora da rua da Jabuticabeiras, que prefere não se identificar temendo represálias.
“Hoje até que está um pouco melhor, mas há alguns anos eles faziam muito barulho. De qualquer forma, incomoda”, salienta o estudante Israel Dias Felipe, que mora em uma rua adjacente ao Sambódromo. De acordo com o subtenente Rodrigues, caso se sintam incomodados ou percebam movimentação irregular no local, os moradores devem acionar a Polícia Militar imediatamente.