Economia & Negócios

Consultas ao SPC sobem 33% em Bauru; indicativo é de aumento nas vendas

Rita de Cássia Cornélio
| Tempo de leitura: 2 min

O Serviço de Proteção ao Crédito (SPC) de Bauru recebeu 173 mil consultas de 1 a 24 deste mês, 33% a mais que o registrado no mesmo período do ano passado. As consultas, que revelam a intenção de compra a crédito embora no total estejam computadas as análises de cadastros para compras à vista com cheques, são um termômetro do desempenho do comércio varejista. O crescimento nas consultas é um indicativo de que as vendas também devem ter aumentado.

O diretor do Câmara dos Diretores Lojistas (CDL), Sérgio Evandro Motta, afirma que os comerciantes ficaram satisfeitos com as vendas deste Natal, mas pondera que o setor aponta crescimento de 10% em comparação ao mesmo período do ano passado. Para ele, o valor comercializado talvez não tenha acompanhado o crescimento de consultas ao SPC. “Pode ser que sejam vendas de valor menor”, comenta.

Na opinião do vice-presidente da Associação das Empresas do Calçadão, Francisco Alberto Franco de Bernardis, as vendas do Natal foram muito boas em comparação ao ano passado. “A gente acredita ter vendido em torno de 3% a mais em produtos. O crescimento real em relação ao ano passado deve ter tido o mesmo percentual. Se o faturamento aumentar em 10%, de 6% a 7% referem-se à inflação e os outros 3% foram efetivamente de crescimento,” explicou.

Ele reforça que a maioria dos lojistas está contente. “Quem se preparou, se organizou, estocou, diversificou e conseguiu obter resultados. Alguns (comerciantes) até resultados melhores do que 10% de crescimento, que foi a média. Porém, teve comerciante que não conseguiu nem superar o Natal do ano passado. O comerciante precisa de melhorias para alcançar suas metas”, frisa.

Na avaliação de Motta, os presentes no valor de até R$ 30,00 foram os mais vendidos. “As lojas mais populares, que tinham brinquedos e roupas com preços bem acessíveis, faturaram mais. Na linha de eletroeletrônicos, o campeão de venda foi o telefone celular. “Especialmente porque as empresas fizeram promoções com preços bem abaixo dos praticados fora dessa época”, ressalta.

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Antecipando

Na conquista ao consumidor, vale tudo para chamar a atenção. Uma loja de confecção popular da quadra 3 do Calçadão cobriu a entrada da loja com malha e deixou somente uma porta de entrada. Os preços estão em média com descontos de 30%.

A gerente da loja, Jaqueline Maria Tristão, diz que a liquidação prossegue até sábado e tem por objetivo atingir a meta de dezembro. “As vendas de dezembro foram semelhantes a de 2004. Esperávamos vender mais”, diz.

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