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2005: ano que Lula e o PT vão querer esquecer!


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O país foi sacudido ao longo de 2005 por uma das crises políticas mais graves de sua história. Eleito sob o discurso da mudança e da ética, o governo Lula frustrou a esperança de milhares de brasileiros, que tomaram conhecimento neste ano de um dos maiores esquemas de corrupção da República. Usando e abusando de práticas políticas que sempre condenaram, Lula e a legenda que ajudou a criar viram cair por terra o discurso da ética e da moralidade defendido ao longo de 25 anos de história do Partido dos Trabalhadores.

Justamente no ano de seu jubileu de prata, o PT amargou a perda de centenas de militantes, que deixaram a legenda em busca de um novo rumo. Atropelado pelo escândalo do mensalão e atolado na lama da corrupção, o partido também decepcionou milhões de brasileiros de Norte a Sul. Além disso, o intenso “fogo amigo” no governo e no PT mostraram ao país um partido sem unidade, sem discurso definido e sem experiência administrativa.

Dentro do governo, 2005 consolidou as marcas deixadas nos dois anos anteriores : o amadorismo, a enexperiência administrativa e a incompetência para governar o país. Basta um dado para comprovar essa tese : até 15 de dezembro, do montante global de investimentos autorizados no Orçamento Geral da União/2005 (R$ 22,6 bilhões), apenas 17,47% (R$ 3,9 bilhões) haviam sido efetivamente pagos.

Na relação com o Congresso Nacional, ficou patente a falta de articulação com a base aliada, provocando derrotas históricas, como a perda na eleição para a presidência da Câmara, em fevereiro, e a rejeição de várias medidas provisórias editadas pelo governo. A agenda política ficou marcada pela crise, que consumiu boa parte do tempo e dos discursos dos congressistas em 2005.

Os vários fatos ocorridos neste ano minaram a confiança e a popularidade da gestão petista. Lula termina o ano de forma melancólica, com perda de credibilidade e enfraquecido para a campanha da reeleição, que ele começou ainda em 1º de janeiro de 2003. Alienado e distante da realidade, o petista continuou, por meio de seus discursos quase diários e de improvisos, a se colocar como salvador da pátria, em um messianismo típico de regimes autoritários. Tentou negar o mensalão ao máximo, mas a CPI dos Correios mostrou ao presidente de forma irrefutável a existência do esquema de compra de parlamentares.

Por outro lado, o PSDB consolidou sua postura de oposição responsável e construtiva, fiscalizando os atos do Executivo e impedindo as tentativas do Planalto de barrar as investigações no Legislativo. Ao longo deste ano, o PSDB votou a favor de todos os projetos de interesse do país, participou ativamente das ações voltadas para o resgate da ética na administração pública e deu inúmeros exemplos da boa gestão em Estados e municípios. Em 2006, tenho certeza que vamos continuar a trabalhar a favor do Brasil, do Estado de São Paulo e de Bauru e região.

Por adotar essa postura, o PSDB aparece cada vez mais fortalecido no pleito eleitoral do próximo ano, com dois tucanos – Geraldo Alckmin e José Serra – com excelente desempenho não apenas nas pesquisas de intenção de voto, mas também com alta aprovação popular de suas gestões à frente do governo estadual e da Prefeitura de São Paulo, respectivamente. Isso é fruto de seriedade, trabalho e eficiência administrativa.

O autor, Pedro Tobias, é deputado estadual pelo PSDB

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