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Estado efetiva 169 professores para ministrar aulas em Bauru

Lígia Ligabue
| Tempo de leitura: 3 min

A Secretaria de Estado da Educação publicou no Diário Oficial de ontem a nomeação de mais de 28 mil professores, dos quais 169 para preencher vagas em Bauru. Entre novembro e este mês, os candidatos aprovados no último concurso foram convocados a escolher os locais de trabalho.

Para Bauru, foram chamados oito professores de língua inglesa, três de educação artística, 53 de educação física, 16 de geografia, 15 de história, dois para filosofia para dar aulas a alunos de 5.ª a 8.ª séries do ensino fundamental e para o ensino médio. Também foram convocados 170 professores para lecionar em turmas de 1.ª a 4.ª séries e dois secretários. Ainda ficaram cerca de 30 vagas para professores de 5.ª a 8.ª série e ensino médio a serem preenchidas. Segundo Paulo Maximino, dirigente interino da Diretoria Regional de Ensino, as matérias que ainda estão desfalcadas de professores são física, filosofia, história e educação física. No Estado, as vagas remanescentes são mais de seis mil.

Maximino conta que a grande maioria dos profissionais nomeados já trabalhava na rede estadual de ensino como professores admitidos em caráter temporário, os ACTs. Mesmo com a diminuição do número de temporários, Maximino acredita que o cargo não deixará de existir. “Escolas pequenas não possuem número de aulas suficientes para manter um professor titular para certas disciplinas”, explica.

Suzi da Silva, diretora do Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo (Apeoesp), lembra que a realização de concurso para a categoria é uma das reivindicações da entidade. “Muitos temporários tiveram a chance de se efetivarem. Porém, os que não passaram ou tiveram classificação baixa e não foram nomeados, terão mais dificuldades para conseguir trabalho”, analisa.

Eduarda Maria de Sousa Fernandes foi uma das nomeadas. Professora de história, ela conta que atuou como ACT na rede estadual por vários anos até 1999, quando foi aprovada em concurso da prefeitura municipal de Agudos, onde leciona atualmente. Mas decidiu assumir o cargo no Estado. “Trabalhar no Estado é vantajoso. Os cursos de formação e capacitação são constantes, os salários não atrasam”, aponta.

Para ela, ingressar na rede estadual é o reconhecimento pelo empenho. “É o resultado de trabalho e estudo. E também a oportunidade para se manter atualizada, acompanhar as novidades da área”, acredita. Mas não foi desta vez que Gisleine Luchiari Baraldi Beghini foi efetivada.

Há quase 20 anos na rede estadual como professora temporária, ela está fora da lista dos convocados. “A preocupação é não ter classes para o próximo ano”, revela. Mas ela não desanima e já se prepara para um possível processo de seleção para dirigentes educacionais. “Já estou estudando para o próximo concurso”, diz.

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Preocupação

O edital do concurso para professor realizado neste ano trouxe como exigência a graduação do candidato em pedagogia e a habilitação nas séries iniciais do ensino. Suzi Silva, diretora da Apeoesp, afirma que essas exigências vão contra a Lei de Diretrizes e Bases da Educação, de 1996, que exige apenas que os professores tenham nível superior e que os profissionais têm até 2007 para se adequar à regra.

A sindicalista acredita que muitos professores nomeados agora terão problemas para tomar posse por conta dessa exigência. “Orientamos os professores graduados em pedagogia e que não tenham essa habilitação que entrem em contato com a faculdade que cursaram para obter essa capacitação o quanto antes”. Ela conta que a entidade entrou com uma ação contra essa determinação do edital, mas ela ainda não foi julgada.

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Processo para posse

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