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Serraglio vai ao Planalto cobrar verbas de emendas

Folhapress
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Brasília - O relator da CPI dos Correios, deputado Osmar Serraglio (PMDB-PR), interrompeu o trabalho na investigação do caixa dois do PT para cobrar a liberação de dinheiro para emendas que apresentou ao Orçamento da União de 2005. No Palácio do Planalto, porém, foi recebido por um funcionário de terceiro escalão, que nada pôde fazer por ele, contou o deputado no início da noite de ontem.

O governo tem apenas até esta sexta-feira para dizer quais das despesas autorizadas na lei orçamentária sairão do papel. O primeiro passo do gasto público, chamado de empenho da despesa, precisa ocorrer até o último dia do ano. Cada congressista pôde apresentar emendas de interesse de suas bases políticas até R$ 3,5 milhões.

O Ministério da Saúde é o que concentra o maior volume de emendas parlamentares e o que vem apresentando o ritmo mais lento nos gastos. Das emendas que apresentou, Serraglio diz que ainda tem R$ 700 mil pendentes. “É um problema que não é só meu, pelo que sei, bastante gente (no Congresso) ainda não conseguiu liberar”, disse o deputado, depois da tentativa frustrada de ter um volume maior de emendas com chances de serem pagas.

Ao entrar no Planalto, ele afirmou não saber quem o receberia para tratar do assunto. “Me disseram que o ministro estava viajando e me recebeu um assessor de terceiro escalão”, reclamou o deputado depois da visita. “Como disseram que iriam empenhar integralmente as emendas individuais, fui deixar as minhas emendas; acho que faltou operacionalização”, disse.

A CPI dos Correios, criada em junho para investigar o pagamento de propinas na estatal, passou a comandar as investigações do caixa dois do PT, operado pelo publicitário Marcos Valério Fernandes de Souza e o ex-tesoureiro petista Delúbio Soares. Serraglio por ora diz ter provado o pagamento de “mensalão” a deputados e o desvio de dinheiro público para o caixa dois petista.

Ele deverá apresentar o relatório final em abril, quando está previsto o fim da investigação. O governo questiona o o relatório parcial da CPI, que apontaria ter provado a existência do “mensalão”.

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