O número 6 é símbolo da perfeição nas partes, porque ele é formado de 1 + 2 + 3 = 6.
Se multiplicarmos os componentes de seis, se chega ao mesmo número: 1 x 2 x 3 = 6; portanto, seis, é a perfeição das partes. Definição encontrada na internet. Ainda mais, na internet: seis dias da semana nos quais Deus criou o céu e a terra. Somando, os algarismos 2 e 6 resultam o número 8, que representa o dia da ressurreição do Senhor e também a futura ressurreição de todos os santos. Na cabala, o número 6 é símbolo da harmonia e equilíbrio; é um número feliz, denota a alegria e o amor; pessoas honestas, dignas de confiança, amáveis e bondosas; amantes da verdade, tolerantes, pacíficas e altruístas.
Por que a curiosidade pelo número seis? Porque identifica o ano que está chegando. A pesquisa entusiasma em todos os seus aspectos; levando-nos ao otimismo e à esperança de que o ano novo seja menos tumultuado pela violência ferindo a sociedade e pela corrupção na política: exemplo negativo que incita e estimula a violência pelo seu descaso à sociedade.
O número seis, “dizendo” o que representa, sugere que o ano de 2006 será muito bom, com perspectivas animadoras. Que a política encontre a paz resolvendo os recentes e imorigerados problemas; com as CPIs e os políticos não indiciados, absolvendo ou condenando os réus, que são muitos, com justiça; sem apadrinhamentos e dissimulações; com dignidade; sem as costumeiras e sonsas pizzas; para o bem do Brasil e da sua imagem desgastada pelo carnaval da corrupção: dinheiro na cueca, baixarias, mentiras, cinismos, vilezas e tantos outros adjetivos cabíveis. Recuperar o respeito chafurdado na lama, divulgado nas manchetes nacionais e internacionais enxovalhando o pundonor do brasileiro.
Amante da verdade, que o número seis conscientize o eleitor para que nas eleições de 2006 pense seis vezes seis para não repetir equívocos do passado, elegendo candidatos travestidos de mágicos com promessas fantasiosas; não se deixar envolver por semeadores de ilusões, explorando a confiança e a boa fé; não fazer do voto moeda de troca por coelhos de cartolas. Para não ter que lamentar e se arrepender, mais uma vez, como nos dias atuais, por ter votado em demagogos e maus políticos. “...de tanto ver triunfar as nulidades de tanto ver agigantarem-se os poderes nas mãos dos maus”, é preciso dar um basta! Lavar e desinfetar a casa com o poder do voto, creolina, soda cáustica e escovão.
O número seis, sugerindo a alegria e o amor aos governos federal, estadual e municipal para que tenham mais preocupação e maior investimento na educação; concedendo-lhe melhores condições materiais e humanas; para que a meninada de hoje, bem orientada, possa aplainar os tortuosos caminhos do Brasil; que reconheçam que a formação dos alunos está carente, fraca, pobre e infeliz, principalmente na sua base: o ensino fundamental e médio. Que respeitem os professores com os benefícios justos que lhes são devidos e negados, desrespeitosamente, friamente, sem qualquer sensibilidade, sem qualquer resposta. Nunca é demais repetir que educando as crianças é que se constrói uma grande Nação.
Sendo o seis número que identifica pessoas pacificas e altruístas, construir, com generosidade, um mundo melhor; começando por Bauru, que tem tudo para ser exemplo de uma sociedade honesta, digna de confiança, laboriosa e bondosa. Tudo, em Bauru, brota e floresce na sua geografia e engenharia para construção de uma cidade feliz onde a felicidade pode ser, também, sem limites.
Que o ano de dois mil e seis seja realmente o que o número seis representa, proporcionando um ano feliz em tudo, para todos nós.
O autor, Munir Zalaf, é presidente da Academia Bauruense de Letras