O vereador João Parreira (PSDB) afirmou que a desapropriação de terrenos pertencentes à empresa João Parreira - Operações Imobiliárias, da qual é sócio, foi uma iniciativa da prefeitura. De acordo com ele, o Conselho de Habitação fez um levantamento das áreas mais críticas do município para realizar o desfavelamento.
Segundo Parreira, o conselho constatou que as áreas que ofereciam mais risco eram nos jardins Yvone, Andorfato e Vitória. “Eles fizeram um levantamento e viram que a empresa da qual sou sócio possui terrenos no Jardim Yvone. Como eles priorizam deixar as famílias no mesmo bairro, me procuraram e perguntaram se não podiam utilizar esses terrenos para remoção da favela”, disse.
Parreira afirmou que foi feita uma reunião, com a participação dos secretários de Negócios Jurídicos, Célio Parisi, e de Finanças, Edmundo Albuquerque, além de representantes do Conselho de Habitação, Secretaria de Planejamento (Seplan), entre outros.
Na reunião ficou definido que se o processo de desapropriação não fosse demorado, poderia fazer o Programa de Refinanciamento Fiscal (Refis) e quitar com o que recebesse pela desapropriação “Não queria nem pegar dinheiro, era só repassar para quitar a dívida”, disse. Com a demora na desapropriação, o vereador aderiu ao Refis, mas comentou que tudo foi conversado bem antes. “Coincidiu de declararem os lotes como sendo de utilidade pública na época em que aderi ao Refis, porque o processo foi demorado”, frisou.
Parreira lembrou que os lotes ainda não foram desapropriados. “A prefeitura ainda pode escolher outras alternativas. Quero deixar claro que não estou ganhando nada com isso”, concluiu.