Um ano após ter deixado a administração municipal, o ex-prefeito de Bauru Nilson Costa (PPS) afirmou que não pode ser responsabilizado pelos problemas administrativos enfrentados pela administração Tuga Angerami (PDT). “Me causa estranheza que, após um ano de eu ter deixado a prefeitura, continuem me responsabilizando pelo fato da atual administração não ter correspondido à expectativa popular neste primeiro ano”, disse.
De acordo com Costa, foi criado um anseio na população na campanha eleitoral, que após um ano de mandato não se concretizou. Para ele, faltou um conhecimento maior da situação do município, para não iludir os ciddadãos. “De repente, alguém quando chega e diz que pode resolver o problema da dívida, não está falando a verdade”, ressaltou
O ex-prefeito afirmou que tentou não endividar o município, além de pagar as dívidas na medida do possível, estabelecendo prioridades para administrar bem o orçamento. “Dei prioridade ao pagamento de pessoal, aos servidores”, afirmou. Costa rechaçou a informação que deixou uma dívida de R$ 35 milhões com supermercados, farmácias e outros estabelecimentos. “Pelo contrário, sempre paguei em dia”, disse.
Segundo ele, o que houve foi uma condenação judicial no final de seu mandato, referente a dívidas antigas com a Ferrovia Paulista S.A. (Fepasa) e Rede Ferroviária Federal S.A. (RFFSA). “Fomos condenados a pagar R$ 6,5 milhões à vista. Tivemos um confisco judicial. Esse dinheiro estava reservado para pagar precatórios e parte de salários do mês”, declarou.
Câmara
Outro ponto questionado por Nilson Costa foi o fato de vereadores criticarem sua administração. De acordo com ele, a oposição na Câmara Municipal foi a principal responsável pelo aumento da dívida do município. Um exemplo citado por Costa foi o empréstimo no valor de R$ 55 milhões que teria conseguido para o tratamento de esgoto. “O município não conseguiu empréstimo para tratamento do esgoto por causa da oposição da Câmara. Mandei projeto solicitando autorização para obter R$ 55 milhões da Caixa Econômica Federal e a Câmara só autorizou R$ 25 milhões e ainda fez duas emendas que inviabilizaram o empréstimo junto à Caixa”, afirmou. “Os vereadores de oposição não tiveram coragem de rejeitar, mas deram um jeito de inviabilizar”, frisou
Futuro político
O ex-prefeito descartou completamente a possibilidade de se candidatar novamente à prefeitura de Bauru, mas afirmou que está propenso a ser candidato a deputado estadual nas eleições de 2006. “Alguns companheiros de partido me pediram para ser candidato, e devo aceitar”, disse.