Economia & Negócios

Cachê de cozinheiras e garçons chega a triplicar nas festas do final de ano

Rita de Cássia Cornélio
| Tempo de leitura: 3 min

Final de ano é tempo de festa, época em que alguns profissionais são mais requisitados e se tornam peças fundamentais para que muitas famílias consigam comemorar sem precisar “pôr a mão na massa” para cuidar dos assados ou servir os convidados. É nesta situação que garçons e cozinheiras tornam-se indispensáveis. O cachê desses profissionais chega a triplicar nessa época do ano.

Proprietário de um dos mais conhecidos buffets da cidade, Leonardo Amantini Maronesi diz que o preço da diária de um garçom em qualquer época do ano é de até R$ 40,00. “No final do ano, o cachê varia de R$ 120,00 a R$ 150,00”, afirma.

O empresário explica que há profissionais disponíveis, porém, para contar com seus serviços o consumidor terá que pagar mais caro. “Há profissionais que aumentam em até quatro vezes o preço cobrado para trabalhar.”

Maronesi frisa que isso não acontece somente com os garçons, mas também com DJs, cozinheiras e maîtres. “As bandas também estão todas comprometidas com eventos na passagem do ano”, observa.

De acordo com ele, a “valorização” dos serviços não é motivada pela contratação feita de última hora. “Esses profissionais já cobram preço diferenciado se a data fixada (para o trabalho) é no final do ano.”

Proprietária de outro buffet da cidade, Ivandira Batista Brochini diz que no final do ano é difícil arrumar bons profissionais neste ramo. “A gente liga e eles já estão com a agenda cheia. Eu tenho alguns que já trabalham há tempos comigo, e esses não falham.”

Segundo ela, há profissionais que aproveitam o momento para forçar a elevação no preço cobrado dos clientes. “Eles percebem que a procura é grande e triplicam o preço. Eu procuro aqueles que conheço e que cobram menos”, diz Ivandira.

A maître Juscelene de Andrade confirma a “inflação” no cachê. “Durante os outros períodos do ano, o meu cachê é de R$ 60,00. No final do ano é de R$ 150,00. Ninguém trabalha por preço menor.”

A garçonete Leandra Mariana Xavier de Almeida frisa que, embora o pagamento seja maior, o serviço também dobra. “É muito serviço, por isso, o preço é maior. Normalmente, ganhamos até R$ 40,00 por evento. Nessa época, o mínimo é R$ 80,00.”

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Chácara com piscina

O aumento de preços nesta época do ano não se verifica apenas na área de alimentação. O valor do aluguel de uma casa ou chácara para passar as festas de réveillon passa a ser o dobro em relação aos demais meses do ano, situação confirmada pelo proprietário de chácara Edevaldo Cruz Cochete. “Fora da temporada, a diária varia de R$ 120,00 a R$ 130,00. Para o Ano Novo, eu cobrei R$ 250,00 a diária.”

O preço, na opinião dele é acessível. “Tenho um amigo que mora em Jaú que alugou a chácara dele por uma diária de R$ 500,00. O pacote de réveillon da minha propriedade vai custar a metade do preço cobrado por ele.”

Segundo Cochete, um dos requisitos importantes para alugar facilmente a chácara é a piscina. “É a primeira coisa que a pessoa pergunta antes de alugar. Na minha chácara tem duas piscinas.”

Com as piscinas, quadra de futebol, churrasqueira e fogão a lenha, Cochete não teve dificuldades para alugar.

Com o valor do aluguel, o proprietário faz benfeitorias no imóvel. “Sempre faço uma reforma, pintura ou compro objetos para a casa.”

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