Polícia

Fogo ameaça 20 casas no Vale do Igapó

Lígia Ligabue
| Tempo de leitura: 2 min

Foram necessários 15 homens, um caminhão do Departamento de Água e Esgoto (DAE), o helicóptero Águia da Base da Patrulha Aérea da Polícia Militar e oito viaturas do Corpo de Bombeiros para controlar o incêndio que atingiu ontem à tarde o Residencial Vale do Igapó. Rapidamente, o fogo consumiu 968 mil metros quadrados de mata nativa, colocando em risco 20 casas. Para controlar o fogo, foram gastos 35 mil litros de água. Os bombeiros vão investigar as causas do incêndio. Ninguém saiu ferido.

Segundo os bombeiros, o fogo começou por volta das 14h30, em vários focos. Como a primeira equipe não conseguiu debelar as chamas, foi acionado reforço e o caminhão-pipa do DAE para abastecimento de água. O último a chegar foi o helicóptero da Polícia Militar, que recolhia água da lagoa existente no Vale do Igapó para apagar as chamas.

Mesmo assim, vários animais, como macacos e pássaros, morreram queimados e aparentemente, trechos da rede elétrica ficaram avariados, além da vegetação que foi destruída. Os moradores, assustados, observavam atentamente o trabalho dos bombeiros, que só terminou por volta das 19h30.

Há três anos e meio residindo no local, Luís Carlos Braga, conta que os incêndios na mata são freqüentes. “O último foi em setembro. É muito comum e muito perigoso para nós”, conta. O fato lembrado por Braga, aconteceu no dia 15 daquele mês e os bombeiros utilizaram cerca de 10 mil litros de água para apagar o fogo.

Álvaro de Brito, presidente da Coordenadoria Municipal de Defesa Civil de Bauru, explica que muitos fatores interferem na intensidade e no alastramento das chamas em mata. “Relevo, pressão atmosférica, intensidade e direção do vento, hora do dia e época do ano são os determinantes”, observa. “A prioridade nesses casos é salvar a vida, o meio ambiente e o patrimônio”, completa.

No incêndio de ontem, muitos animais nativos foram vitimados pelo fogo. “Muito macaquinho e ninhos de passarinho”, aponta Brito. “O Vale do Igapó é um corredor ecológico, que se interliga com várias matas. Vai demorar uns 10 anos para o meio ambiente recuperar o que tinha aqui antes”, declarou Brito, que não descarta a possibilidade de o incêndio ter sido criminoso porque sugiram vários focos ao mesmo tempo.

O empresário Fábio Jorge, 26 anos, proprietário de uma chácara no loteamento, percebeu que alguma coisa estava acontecendo ao escutar o barulho do fogo. “Pensei que estivesse chovendo. Quando abri a porta, vi que as chamas estavam maiores que a minha casa”, conta. Ele frisa que os bombeiros já estavam lutando contra o incêndio nessa hora. “Eles foram muito eficientes. O atendimento foi perfeito”, elogia.

Mesmo assim, ele se assustou com o fogo. “Cheguei a chamar amigos para me ajudar a tirar as coisas da casa”, revela. Bombeiros explicaram ao empresário as adequações que ele tem de fazer ao redor da sua propriedade para proteger-se de incêndio. “Com certeza eu vou fazer para não tomar outro susto”.

Comentários

Comentários