São Paulo - Mais de 3.000 pessoas participaram ontem, na praia de Copacabana, de um culto em louvor a Iemanjá, considerada a rainha das águas para o candomblé. As homenagens foram oficialmente antecipadas para o dia 29 pela Prefeitura do Rio de Janeiro para não se misturarem com os festejos do Réveillon. “(A antecipação) foi muito boa.
Muitos estavam deixando de fazer o ritual por causa do excesso de gente nas praias no dia 31”, disse o babalorixá Renato de Obaluiê, presidente da Irmandade das Religiões e Culturas Afro-Brasileiras (Irmafro). “Agora está mais organizado. As homenagens no dia 31 ficam a cargo de cada um”, ressaltou Nei de Oxóssi, também babalorixá. Este foi o terceiro ano em que grupos de candomblé promoveram cultos em Copacabana no dia 29 de dezembro -e o que atraiu mais gente.
Uma carreata acompanhando a imagem de Iemanjá partiu do Mercadão de Madureira, onde funcionam várias lojas de produtos de umbanda, e chegou à praia, na altura do posto 4, já no fim da tarde. Durante uma hora, em um tenda especialmente montada, foram feitos louvores a Iemanjá e aos outros orixás.
Na cerimônia, algumas pessoas “incorporaram” espíritos do candomblé. No início da noite, barcos de madeira com oferendas à chamada rainha do mar foram postos na água. Muitas flores também foram jogadas, em cena habitualmente vista na noite de Réveillon. Batizado pelos organizadores de Iemanjá Rio Copa Fest, o evento foi seguido após as 20h pelo Iemanjá Music Festival, organizado por um produtor cubano radicado nos Estados Unidos e apoiado pela Prefeitura do Rio.