Botucatu - Em janeiro, dois hospitais da região receberão juntos verba de R$ 2,5 milhões de repasse do governo federal, através de duas emendas orçamentárias. O convênio deve ser assinado nos próximos dias e receberão recursos o Hospital das clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade do Estado de São Paulo (Unesp) de Botucatu e o Hospital Amaral Carvalho, de Jaú. As emendas orçamentárias foram apresentadas pelo deputado federal Milton Monti (PL-SP).
Em Botucatu, a verba de R$ 1,5 milhão deve ser utilizada para obras de construção de um novo pronto-socorro no Hospital das Clínicas (HC), abrigando salas de atendimento e estrutura ampla. A obra total está orçada em R$ 1,9 milhão e será complementada com contrapartida da Unesp de Botucatu. “O projeto já existe há dois anos e como foi possível recebermos a verba agora, vamos utilizá-la para a construção do novo pronto-socorroâ€, afirma o diretor da Faculdade de Medicina da Unesp de Botucatu, Joel Spadaro. Ele afirma que após a assinatura do convênio entre o governo federal e a Unesp, a licitação para construção do pronto-socorro será aberta.
Atualmente, o HC da Unesp de Botucatu realiza uma média de 1.150 consultas por dia em diversas especialidades, sendo considerada uma unidade de alta complexidade que serve não apenas os 31 municípios da Diretoria Regional de Saúde (DIR-XI), mas também a pacientes de mais de duas centenas de cidades de outras regiões de São Paulo e outros Estados brasileiros. A estimativa é que circulam no HC, entre pacientes, acompanhantes e servidores, cerca de 8 mil pessoas por dia.
Já o hospital de Jaú, mantido pela Fundação Amaral Carvalho, receberá verba de R$ 1 milhão em janeiro. Segundo o diretor-superintendente da fundação, Antônio Luís Cesarino Navarro, o convênio do hospital com o Ministério da Saúde já foi assinado e o dinheiro será usado para custeio das duas casas de apoio da cidade que atendem pacientes de transplante de medula óssea e de oncologia clínica, hematologia e radioterapia.
“As casas de apoio dão suporte aos pacientes em tratamento ambulatorial e no caso das pessoas em tratamento de transplante de medula óssea, atendem também os familiaresâ€, afirma Navarro. “São pacientes em tratamento ambulatorial que não necessitam ficar internados, mas não têm recursos para ficar em hotéis ou pensões. A Fundação fornece a estrutura para essas famíliasâ€, explica.
As duas casas de apoio abrigam em média 150 pessoas no total. No ano passado, foram servidas mais de 180 mil refeições para pacientes e familiares.
O hospital é considerado um centro de alta complexidade em oncologia e tornou-se referência nacional ao entregar sua capacidade de atendimento ao Sistema Único de Saúde (SUS) e acolher pacientes de vários Estados. Os números divulgados pela assessoria de imprensa revelam que foram mais de 50 mil atendimentos no ano passado. O hospital é também o segundo maior centro de transplantes de medula óssea do País.