Bairros

Persistentes, moradores reclamam do barulho

Fábio Marinari
| Tempo de leitura: 2 min

Quando foi morar na Getúlio Vargas há mais de 15 anos, a professora Eliana Silva do Nascimento não imaginava que uma década mais tarde sofreria com o barulho noturno produzido nos bares e pela maneira irresponsável como alguns jovens dirigem seus carros na avenida.

Segundo ela, depois da duplicação do trecho final da Getúlio, os problemas começaram a acentuar. “De sexta para sábado e de sábado para domingo, ninguém consegue dormir em paz dentro de casa”, reclama. Eliana diz que, às vezes, só consegue cair no sono por volta das 3h da madrugada e que acorda cansada para trabalhar pela manhã, pois costuma despertar às 5h30. “Era para esse bairro ser residencial e não comercial. Como é que a prefeitura permite a abertura de um bar ao lado da minha casa sem nos consultar antes?”, questiona, indignada.

Para a moradora, o Poder Judiciário deveria tomar uma providência, pois diz ter registrado vários boletins de ocorrência por perturbação de sossego, mas nada teria sido feito. “Já pensei até em sair daqui, mas o meu marido não quis. Tudo o que nós tínhamos, investimos nesta casa. Não é justo sairmos por causa dos bares”, afirma.

O engenheiro Pedro Nham, morador da rua Fuas de Matos Sabino, uma das transversais da Getúlio, também está descontente com o agito nos finais de semana na avenida. “O que falta aqui é policiamento e regras para definir o horário de funcionamento dos bares”, avalia.

Nham reclama dos veículos que são estacionados e deixam o som ligado no volume alto, além dos motoristas que realizam manobras arriscadas como os cavalos-de-pau.

“Não é certo eu ter que ligar para a polícia às 2h da madrugada para pararem com o barulho. A polícia deveria ficar direto aqui”, sugere.

Consultado, o tenente João da Costa Duarte, comandante da Base Comunitária Sul da PM, confirma que são registradas várias ocorrências de perturbação de sossego nos finais de semana. “Primeiro nós orientamos a pessoa que está incomodando e, caso ela não respeite, elaboramos o boletim”, explica.

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