Economia & Negócios

Riqueza

Davison de Lucas
| Tempo de leitura: 2 min

É muito bom ter dinheiro. Melhor ainda é ter saúde. Mas o máximo, mesmo, é ter as riquezas do coração.

O rico de coração é justo, caridoso e pratica a lei do amor. Procura o tempo todo ser útil ao próximo.

É bom e benevolente para com todos. Perdoa e esquece as ofensas. Não procura os defeitos nos outros, muito pelo contrário: pratica sempre o elogio. Enfim, é um homem de bem, que tem a consciência tranqüila e paz no coração. Infelizmente, conheci pouquíssimas pessoas com este perfil.

Conheço muitas com dinheiro, sem saúde e sem coração. Boa parte delas são criaturas que perderam saúde (física e/ou mental) visando ganhar dinheiro e, hoje, estão arrependidas. Também conheço gente sem dinheiro, sem coração e com muita saúde.

A questão é de priorização no projeto de vida. Ganhar dinheiro apresenta maior sedução, e numa espécie de ilusão, as outras riquezas são jogadas em segundo plano.

O que é a vida sem amor?

O que é a vida sem amigos?

O que é a vida sem saúde?

É sofrimento e tédio na certa. O ideal é ter as três riquezas.

Jesus Cristo, que fez aniversário no dia 25 de dezembro, fez de tudo para explicar as riquezas do coração, enaltecendo que as outras são importantes, mas elas não devem sobrepor as sublimes virtudes.

Infelizmente, nós homens, de maneira geral, ainda não sabemos bem o que fazemos. Não alcançamos, ainda, tal entendimento. Com raríssimas exceções, somos seres sem responsabilidades morais, espirituais, ecológicas e sociais.

Nunca se falou tanto em mudanças como nos dias atuais. Nessa área, o tempo ocupa posição de destaque como o grande inovador da vida. Sempre traz, em seu bojo, novidades.

Acredito que precisamos de mais tempo para enxergar esses novos valores imperecíveis.

Enquanto isso, não vejo muito sentido em dizer feliz Natal.

Prefiro dizer: “esforce-se em compreender melhor o aniversariante”.

Comentários

Comentários