Política

Seplan projeta Nações Norte há 23 anos

Marcelo de Souza
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O secretário municipal do Planejamento, Izidoro Schafranski Neto, afirmou ontem que a elaboração do projeto de prolongamento da avenida Nações Unidas começou na gestão do prefeito Edson Gasparini, em 1983. “Os técnicos da Seplan trabalham nesse projeto há mais de 20 anos”, disse. A Nações Norte e o Parque do Castelo foram manchete do Jornal da Cidade de domingo.

Schafranski explicou que o projeto passou por modificações para chegar no traçado atual, que prevê pista expressa e marginal, para fazer a ligação entre os bairros, além de um parque, com área de três a quatro vezes o Vitória Régia. No entanto, para o parque sair do papel, depende da construção da avenida que se prolongará até a rodovia Comandante João Ribeiro de Barros, a Bauru-Marília.

O que emperra a obra é o alto custo. Segundo Schafranski, para concretizar a Nações Norte e o Parque do Castelo seriam necessários de R$ 80 milhões a R$ 100 milhões. Apesar disso, o secretário acredita ser possível realizar a obra ainda este ano. “Depende muito do governo do Estado. O município sozinho não tem como realizar esta obra”, disse, lembrando que a projeto já foi licitado na década de 90 e depende de renegociação por parte do governo do Estado. “Eles querem reduzir custos. Depende de renegociar para viabilizar”, frisou.

Outro empecilho seria a desapropriação de áreas para a construção das pistas. “Já há algumas áreas declaradas de utilidade pública, que estão em demanda judicial”, disse. Para Schafranski, as áreas ao longo da avenida serão muito valorizadas, o que justificaria a doação por parte dos proprietários. “Para quem vai perder 20% ou 30% do terreno é mais fácil doar, porque as benfeitorias vão valorizar muito a área, o que recompensa toda doação feito para o município”, explicou.

Trânsito enxuto

Para o secretário de Planejamento de Bauru, a conclusão da avenida Nações Norte “enxugaria” o trânsito dentro da cidade. De acordo com ele, pelo menos 35 mil veículos se utilizariam do novo trecho para ter acesso à rodovia Bauru-Marília e vice-versa.

Segundo Schafranski, a intenção é que a Nações Norte seja uma avenida expressa e não fique descaracterizada como a Nações Sul, que liga a avenida Nuno de Assis à rodovia Marechal Rondon. “A Nações Sul se descaracterizou, colocaram semáforos nela, porque não seguiram o projeto original, que era uma via expressa”, disse.

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