Polícia

Jovem que matou o pai vai para Febem

Luciana La Fortezza
| Tempo de leitura: 2 min

O adolescente de 16 anos que matou o pai há pouco mais de dez dias pode ser transferido a qualquer momento para a Unidade de Internação Provisória (UIP), situada no prédio da Fundação para o Bem-Estar do Menor (Febem). Como não havia vagas, até ontem à tarde, ele continuava recolhido na UIP da Delegacia de Infância e Juventude (Diju).

Na última sexta-feira, o juiz da Vara da Infância e Juventude, Ubirajara Maintinguer, indeferiu o pedido de liberdade provisória protocolada pela defesa do rapaz. O parecer do magistrado acolhe fundamentação do promotor Onilande Santino Basso. Ele demonstrou preocupação com a preservação da ordem pública e com a segurança do adolescente, que pode ser alvo de represálias.

Mas mesmo que seja transferido ao prédio da Febem, o jovem pode conseguir liberdade, dependendo do resultado do julgamento final. O juiz tem 45 dias para estabelecer sentença, a partir da apreensão do garoto.

“A defesa está fazendo o impossível para conseguir a liberdade. Vamos recorrer da decisão (da última sexta-feira) pedindo um habeas-corpus para que ele seja liberado antes da decisão final. O menino é paciente, calmo, tranqüilo. Psicologicamente, deve estar arrasado. Depois, deve precisar de tratamento (psicológico)”, diz o advogado Gilberto Truijo.

De acordo com ele, o rapaz é primário, tem bons antecedentes e conta com o apoio da tia. “A família da vítima está dando todo o apoio a ele”, acrescenta. Mas é com novena à Nossa Senhora que mãe, tias e avó rezam pela soltura do rapaz. A incerteza quanto ao futuro do adolescente levou a mãe dele a procurar a reportagem, um dia após a ocorrência que resultou na morte do marido dela.

Na ocasião, ainda ferida, a dona de casa ressaltou que o filho era vítima da circunstância. Assim como ela, ele também seria alvo de violência doméstica que teria sido praticada pelo pai por vários anos consecutivos. A tragédia familiar ocorreu após mais uma das agressões contra a mãe. O adolescente matou o pai por esganadura. Os nomes dos envolvidos estão sendo preservados em respeito à lei e à família.

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