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Rali Dacar: Jean fica em 10º e ganha seis posições

Da Redação
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O piloto de moto Jean Azevedo continua subindo na classificação do Dacar. Mesmo sob um frio próximo do zero grau, o brasileiro andou entre os mais rápidos do mundo e completou o trajeto especial (cronometrado) da quarta etapa da prova na 10ª colocação. Jean percorreu os 386 km da especial entre Er-Rachidia e Ourzazate, no Marrocos, em 4h37min25s. “Pra mim, a prova começou agora”, disse Jean ao chegar ao acampamento montado ao lado do aeroporto da cidade marroquina.

Com o resultado, Jean Azevedo ganha nada menos que seis posições na soma total, pulando de 22º para 16º colocado. O brasileiro repete a trajetória da edição passada do Dacar, quando aliviou o acelerador nas etapas européias para conhecer melhor a moto KTM. Em 2005, ao chegar à África, ocupava a 28ª colocação, mas chegou ao final em 7º lugar, com direito à vitória em uma etapa especial.

A expectativa de Jean é se firmar entre os dez daqui para frente. “Só agora estou entrando no ritmo do deserto”, disse o piloto. “Os europeus participam das etapas do Mundial e já chegam no Dacar afiados”, comparou.

O vencedor de ontem foi o espanhol Isidre Esteve, com a marca de 4h13min01s. Somando-se os resultados das quatro etapas já disputadas, Esteve alcança a vice-liderança da categoria Motos no Dacar. Na ponta da classificação geral, surge um novo líder, também espanhol: Marc Coma, cujo 2º lugar na etapa de hoje o faz acumular no total 4min51s de vantagem para Esteve. O francês Cyril Despres, atual campeão e líder da classficação até anteontem, caiu de sua moto nos trechos de dunas, chegou em 4º lugar e caiu para a terceira posição na geral.

Caminhões

A pedra que furou o pneu dianteiro direito do caminhão Tatra de André Azevedo no final da etapa especial de anteontem causou mais estragos que o esperado. Durante a noite, no acampamento em Er-Rachidia (Marrocos), os mecânicos Ronaldo Pinto e Mira Martinec constataram que parte do eixo dianteiro entortou. A equipe trabalhou intensivamente durante a madrugada. André largou normalmente na manhã de ontem, mas precisou pilotar numa tocada bem mais leve, menos agressiva. “É uma pena. Vínhamos bem e isto pode nos custar a vitória”, lamentou o piloto.

O Tatra do trio formado por André Azevedo, Maykael Justo e Mira Martinec já vinha apresentando problemas no câmbio. “Fizemos toda a etapa sem a terceira e a quarta marchas”, contou André. Ontem, eles completaram o percurso de 386 km cronometrados em 5h46min16s, quarenta e nove minutos atrás do líder Vladimir Chagin (que venceu as quatro etapas e disparou na liderança entre os Caminhões).

Já a dupla Klever Kolberg e Eduardo Bampi percorreu os 386 km da especial entre Er-Rachidia e Ouarzazate, no Marrocos, em 4h55min49s, ficando na 25º colocação. Na classificação geral, o Mitsubishi Pajero da equipe brasileiro subiu uma posição, de 25º para 24º.

Na categoria Super Production a gasolina, a dupla subiu para o 8º lugar. Nesta categoria, estão carros com preparação livre e movidos a gasolina - os Mitsubishi de fábrica, por exemplo.

Kolberg e Bampi foram “traídos” pela indicação de um habitante local, que apontava para vários pilotos uma espécie de caminho alternativo, mais curto. Minutos depois, Bampi percebeu que o atalho afastava a dupla de um “way pont” marcado pela organização. Para evitar a penalização, resolveram voltar e perderam pelo menos cinco minutos.

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