O índice de acidentes com vítimas fatais em Bauru registrou decréscimo de 8,3% em 2005, conforme levantamento da Polícia Militar divulgado ontem. O número de ocorrências foi de 22 mortes no ano passado, contra 24 em 2004.
A queda equivale a duas mortes a menos de um ano para o outro. O mês de abril foi o recordista de acidentes com mortes em 2005. Ocorreram quatro. Não houve incidência nos meses de janeiro, fevereiro e julho. Em 2004, o mês de janeiro registrou mais mortes no trânsito: cinco. O menor número de notificações, entretanto, ocorreu nos meses de fevereiro, julho, agosto, setembro e outubro. Em cada um, apenas uma morte foi registrada.
No ano passado ainda sofreram queda as estatísticas de acidentes com vítimas graves. Foram registrados 213. Seis a menos que em 2004, quando houve 219. O número de acidentes sem vítima também caiu. De 4.526 em 2004 para 4.458 em 2005, o equivalente a 60 acidentes a menos.
Porém, em 2005 ocorreram mais acidentes (no total) que em 2004. Foram 6.703 contra 6.376 no ano retrasado (aumento de 5%). Crescimento também foi constatado quanto a acidentes com vítimas leves. Em 2005 foram registrados 2.568, ou seja, 406 a mais que em 2004, quando as estatísticas apontaram 2.192.
Houve acréscimo ainda no número de atropelamentos. Foram 21 a mais no ano passado em relação a 2004. De 231 saltou para 252.
Para o tenente da 1ª Companhia da Polícia Militar em Bauru, João da Costa Duarte, as estatísticas estão dentro da normalidade. “Não vejo nada de anormal. O mais importante é a diminuição nas ocorrências com vítimas graves e, principalmente, com vítima fatal”, diz.
Duarte atribui a queda dos números de acidentes com vítimas fatais e graves aos projetos de educação para o trânsito desenvolvidos pela Polícia Militar em Bauru. Ele citou, por exemplo, programas como Cidade Mirim, Teatro de Fantoches, Direção Defensiva, Gorro Amarelo, palestras para universidades e empresas e o bloqueio educativo. Segundo o tenente, essas ações visam conscientizar a população sobre como agir corretamente no trânsito e assim, evitar acidentes.
O que também é apontado por Duarte como fator contribuinte na diminuição de algumas estatísticas são os radares. Conforme informou, alguns foram substituídos por aparelhos mais modernos.
A principal deficiência do trânsito bauruense considerada pelo tenente, entretanto, foi a falta de respeito recíproca entre motoristas e pedestres. “Se esses dois agentes se respeitassem mutuamente, o número de acidentes diminuiria significativamente na cidade. O pedestre precisa atravessar na faixa e, ao mesmo tempo, o veículo não pode parar sobre ela”, exemplifica.
Em 2005, as autuações mais freqüentes feitas pela Polícia Militar corresponderam a situações como estacionamentos em desacordo com a regulamentação, motoristas que dirigiam sem o cinto de segurança, estacionamentos em local e horário proibidos pela sinalização, avanço no sinal vermelho e de parada obrigatória e dirigir sem possuir CNH ou permissão.
Atualmente, segundo tenente Duarte, 177 policiais fiscalizam o trânsito em Bauru. Além daqueles que prestam serviços na Base de Trânsito, estão habilitados à fiscalização todos os outros que trabalham em bases comunitárias. “É um efetivo razoável, o que também explica as estatísticas ficarem dentro da média”, comenta o tenente.
Avenidas e ruas
Ainda de acordo com o levantamento da Polícia Militar, em 2005 a avenida Nações Unidas foi a campeã em acidentes automobilísticos. Registrou 589, isto é, 30 a mais que em 2004, quando ocorreram 559.
A Duque de Caxias vem na vice-liderança com 415 acidentes no ano passado. Uma queda de nove notificações em relação a 2004, quando houve 424 registros. Na avenida Rodrigues Alves o levantamento aponta outra queda. Foram 362 acidentes em 2005 e 377 no ano retrasado, o equivalente a 15 acidentes a menos.
Para o tenente Duarte, o número de acidentes nas três principais avenidas de Bauru também não é anormal. “Na Nações (Unidas), por exemplo, os mais de 500 acidentes são devidos ao intenso movimento de veículos que a via tem todos os dias. No entanto, a Polícia Militar tem procurado colocar policiais em estacionamentos preventivos, inclusive como forma de minimizar a quantidade de acidentes, bem como para diminuir a criminalidade de modo geral”, explica.