Bairros

Bebê aguarda confirmação para leishmaniose

Luciana La Fortezza
| Tempo de leitura: 2 min

Os números que ajudaram Bauru a alcançar a primeira colocação do Estado de São Paulo no ranking de casos de leishmaniose em 2005 podem estar defasados. Eles não incluíram, por exemplo, um bebê de 1 ano e 2 meses submetido em dezembro ao tratamento da doença, ainda não confirmada pelo Instituto Adolpho Lutz, em São Paulo.

Após 11 dias internada, no último dia 26 a menina recebeu alta do Hospital Estadual de Bauru, onde o diagnóstico foi dado como positivo. A lâmina foi remetida a São Paulo para confirmação. Só então, o Departamento de Saúde Coletiva (DSC), órgão da Secretaria Municipal de Saúde, incluirá o caso nas estatísticas de 2005, informa a assessoria de imprensa da administração municipal.

Conforme o JC divulgou ontem, 25 pessoas foram infectadas pela doença no ano passado, sendo que quatro morreram. A gravidade da doença afligiu os pais do bebê, que se revoltaram também com o sofrimento enfrentado pela filha. “Ela começou a ter febre no dia 2 (de dezembro). O médico apontava garganta e nós tratávamos a garganta”, conta o pai João Geraldo Goulart.

Acompanhamento

Após o diagnóstico correto, a menina recebeu doses do medicamento indicado para o combate da leishmaniose. Nos próximos seis meses, o bebê terá de visitar o infectologista uma vez a cada 30 dias.

“Ela está bem melhor. Mas o baço continua inchado. É o primeiro a inchar e o último a desinchar”, explica a mãe da garota, Lucielena Goulart, que tem outra filha de 7 anos. Ela demonstra indignação com o caso porque mantém a casa limpa, não tem cães e adota todas as recomendações para evitar a proliferação da doença.

Porém, os terrenos nas imediações do imóvel onde mora a família, situado no Vila Popular Ipiranga, tornaram-se depósito de lixo orgânico, situação que propicia a proliferação do mosquito-palha, transmissor da leishmaniose. Os sintomas em humanos são febre prolongada, tosse seca, emagrecimento, crescimento do fígado e do baço, fraqueza e diarréia, além de sangramento na boca e intestino (nos casos graves).

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