São Paulo - Condenado a 16 anos de prisão pela morte da mulher desde 18 de abril de 2001, o advogado Igor Ferreira da Silva perdeu o cargo de promotor do Ministério Público Estadual de São Paulo. A decisão foi publicada ontem no “Diário Oficial do Estado”. De acordo com o Ministério Público, a exoneração demorou porque os advogados de Silva recorriam da condenação na Superior Tribunal de Justiça (STJ) e no Supremo Tribunal Federal (STF).
Como ambos os tribunais deram decisões contrárias ao advogado, ele perdeu o cargo automaticamente. Segundo a legislação, o cargo de promotor se torna vitalício depois que o advogado se mantiver nele por dois anos sem nenhum processo administrativo ou criminal. De acordo com o Ministério Público, um promotor perde o cargo se for condenado.
Silva está foragido desde 20 de abril de 2001, dias após ser condenado pela morte da mulher, a também advogada Patrícia Aggio Longo, que tinha 27 anos na época. O crime ocorreu na madrugada de 4 de junho de 1998, em Atibaia (60 km a norte de São Paulo). Grávida, a advogada foi morta com dois tiros na cabeça, dentro do carro do casal. Na ocasião, Silva disse que um assaltante teria atirado contra sua mulher.