São Paulo - O município de São Paulo registrou inflação de 4,53% em 2005, menor taxa em cinco anos. Os dados fazem parte do Índice de Preços ao Consumidor (IPC) da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas da USP (Fipe) (veja quadro). A taxa ficou dentro da última previsão feita pelo coordenador da pesquisa de preços da Fipe, Paulo Picchetti, que projetava 4,5% para o ano, e inferior aos índices de 2004 (6,56%), 2003 (8,18%), 2002 (9,90%) e 2001 (7,13%), mas superior a 2000 (4,38%).
O reajustes dos combustíveis e das tarifas de ônibus e metrô foram os principais responsáveis pela inflação no ano passado. Entre os grupos pesquisados pela Fipe, a maior alta média de preços foi apurada em Transportes, de 13,10%. Saúde, que subiu 9,27% no ano passado, por conta principalmente dos aumentos nos contratos de assistência médica, também teve peso significativo no IPC de 2005.
Já a menor pressão veio de Alimentação, que subiu apenas 0,48%. Em dezembro, o IPC-Fipe apontou variação positiva de 0,29%, mesma taxa de novembro. Os números divulgados nesta manhã no site da Fipe podem sofrer ainda algum arredondamento na entrevista coletiva da instituição que será realizada no final da manhã.
Metodologia
O IPC-Fipe calcula a variação média dos preços para as famílias paulistanas com rendimento de um a 20 salários mínimos. O indicador começou a ser calculado em janeiro de 1939 pela Divisão de Estatística e Documentação da Prefeitura do Município de São Paulo. Em 1968, a responsabilidade do cálculo foi transferida para o Instituto de Pesquisas Econômicas da USP e, posteriormente, em 1973, com a criação da Fipe, para esta instituição.