Turismo

Verão a bordo

Eliane Barbosa
| Tempo de leitura: 4 min

Na parte de gastronomia, a média nos transatlânticos é de cinco excelentes opções de restaurantes. A novidade no Island Star é a Steak House Barbacoa, que serve grelhados numa inédita parceria com a famosa churrascaria de São Paulo. É obrigatória a reserva com antecedência, valendo uma taxa de US$ 12. No Beachcomber, restaurante aberto 24 horas, o serviço é self-service, mas com boa combinação de saladas, sopa, massas, carnes e sobremesas. Uma passadinha por lá depois da balada na discoteca é imperdível. Há ainda o Island Restaurant, também uma boa opção em pratos variados que incluem desde um biscuit de lagosta (caldo) até saladas, carnes de bovinos, suínos e aves. Acrescente as frutas, pães, biscoitos. A comida feita em grande quantidade para os mais diferentes paladares pode saber insossa para alguns. Falta sal, principalmente nas carnes. De propósito, tudo é preparado de maneira “neutra”. Cada um dá o seu toque, na mesa. Mas assim mesmo não compromete. Notam-se os cuidados para se minimizar os riscos de contaminação, o que seria uma catástrofe num ambiente fechado. Maionese, nem pensar. Nada é feito de uma só vez. Os pratos vão se renovando de hora em hora. Mas os produtos das pâtisseries dos transatlânticos derrubam qualquer dieta.

No Island Star, navio-tipo escolhido para esta reportagem, há espaço para quem quer sofisticação. O restaurante Oásis é a opção de jantar com mesa reservada e a la carte, mediante pagamento de uma taxa de 8 dólares. Os trajes utilizados no navio são informais, mas num restaurante diferenciado é bom dar uma caprichada. Quem não quer dispor da havaiana e da camiseta, na proa do navio há uma lanchonete ao ar livre onde vale tudo. Hot-dogs, hambúrgueres, batatinhas fritas, peito de frango na chapa, o dia e noite. Está tudo incluído no preço da passagem, exceto as bebidas. Aí pesa... Por uma cervejinha long-neck, brasileira ou importada, o hóspede paga US$ 3,50 – quase 9 reais. O chope duplo da Brahma custa US$ 4,15 ou R$ 9,52. Tomar um porre é problemático para o bolso. Tem o seu lado bom: bebe-se menos e a ressaca não chega a ser um impeditivo a ponto de estragar o passeio.

Outra coisa: se houver lugar na mesa ele pode ser ocupado por um passageiro desconhecido. Pode constranger, mas não é motivo para perder o apetite. Boas amizades podem surgir. É de bom-tom trocar umas palavrinhas com o casal do lado. Fumar? Nem pensar. Há muita sinalização antifumo a bordo. Quem for viciado que procure o convés, mesmo sob chuva ou vento frio.

Cada passageiro tem o seu cartão magnético de embarque que serve para tudo: bebidas, uso das lanchas nos portos de escala, compras a bordo em cinco vezes sem juros debitados diretamente no seu cartão de crédito mediante cadastro prévio. Quem não quiser carregar o cartão de crédito pode optar por fazer um depósito em dinheiro na recepção do navio. Quando chegar no limite, o passageiro renova o depósito ou não consegue gastar nada mais em extras. Aquela do golpe do joão-sem-braço de levar as latinhas de casa, não funciona. Todo mundo passa no raio-x. Há navios que aceitam cobrar uma taxa, a famosa “rolha”. Permite-se ao passageiro levar água, mas para beber só na cabine. Em locais públicos a garrafinha custa U$ 1,40. No restaurante as máquinas servem o líquido e gelo, de graça, para saciar os mais econômicos.

As lojas de bebidas, máquinas fotográficas, jóias e roupas funcionam como se fossem duty-frees de aeroportos internacionais, livres de taxas aduaneiras. Os tripulantes são de diferentes nacionalidades: romenos, búlgaros, malásios, indonésios, colombianos e também brasileiros na cota de 25% imposta às operadoras. Mesmo nessa Babel todos se entendem embora um inglês, mesmo macarrônico, sirva de ajuda.

Cruzeiros temáticos

Assim como acontece há muitos anos no Caribe, as operadoras oferecem nesta temporada muitos cruzeiros temáticos. O MSC Armonia por exemplo, terá um cruzeiro gastronômico com saída de Santos dia 13 de janeiro. O Island Escape terá cruzeiros só de baladas em alto mar com os principais DJs do momento. Quem quiser conhecer sua alma gema poderá embarcar no Singles Cruises, somente para solteiros. Há viagens em outros só para adeptos da alta cozinha e para aqueles que querem curtir a hora da saudade com Roberto Carlos (Costa Cruzeiro).

Para que o público se sinta à vontade sem ter saudades do seu ambiente em terra, a Island Cruisers e a Sun&Sea, sua operadora oficial no Brasil bolaram um sistema de parcerias com grifes nacionais. Além do Barbacoa, a Casa do Pão de Queijo tem uma filial a bordo, servindo o autêntico cafezinho expresso tão apreciado pelos brasileiros. Para quem não abre mão da boa forma mesmo em alto mar, o navio oferece uma academia completa com professores da Companhia Atlética, a maior rede de academias do Brasil.

No deck 12 do Island Star existe um spa para tratamento facial, de cabelos, massagens, hidratações e coisas do gênero. Massagem nas costas, ombros e pescoço custa US$ 30, na oferta. O mesmo preço para uma escova e corte em cabelo longo.

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