Dias de chuva podem significar transtorno ou lucro, dependendo do tipo de comércio envolvido. Em janeiro, mês típico de chuvas, os mototaxistas registram menor procura de clientes e precisam driblar a dificuldade para não ter prejuízo. Por outro lado, a dificuldade de moradores de apartamentos e casas com pouco quintal para secar as roupas é motivo de maior procura pelas lavanderias.
Em uma lavanderia na avenida Getúlio Vargas, cerca de 300 peças de roupas são lavadas diariamente. Quando chove, o número aumenta para 350 peças, segundo a balconista Antônia Cristiane dos Santos. Só na manhã de ontem, quando uma chuva fina caía em Bauru, a lavanderia recebeu 180 peças de roupa. “O número é maior do que nos dias sem chuva. Janeiro é bom mês para as lavanderias”, afirma.
Segundo ela, desde as festas de final de ano o movimento no estabelecimento cresceu. “Primeiro, os clientes trazem roupas de festa. Depois, as toalhas de mesa e tapetes. Roupas de formatura também são comuns nesta época do ano”, explica a balconista.
Em outra lavanderia, a chefe de atendimento Valdira Santos conta que a vantagem das lavanderias é ter espaço para secar as roupas. “Peças grandes como lençóis e toalhas precisam de espaço grande para secar, o que é difícil em apartamentos, por exemplo. Isso não é problema para as lavanderias”, explica. Segundo ela, além dos clientes fixos, novos consumidores procuram as lavanderias nos dias de chuva.
Conseguir clientes em dias de chuva, porém, não é tarefa fácil para os mototaxistas. Na avaliação de Francisco Junqueira, a queda da clientela é de aproximadamente 30%. “Hoje (ontem) de manhã, fiz cinco viagens. Em dias de sol, faria muito mais”, diz. Para compensar, ele faz mais entregas em residências e estabelecimentos comerciais.
Florian Ferreira também estima que menos clientes procuram o serviço de mototáxi em janeiro. “Além da chuva, janeiro é fraco porque muitas pessoas estão fora da cidade, de férias”, argumenta.