Assustado com a quantidade de cachorros do Núcleo Gasparini com erliquiose, a “doença do carrapato”, o vendedor Antônio Donizete Indriane entrou em contato com o Jornal da Cidade acreditando que a moléstia poderia ser transmissível a humanos. Ele conta que ao procurar remédio para o seu animal de estimação, o chow-chow Kilber, teve dificuldade em encontrar o medicamento receitado. “Todos os lugares me informaram que a procura estava muito grande. Muitos cachorros no bairro estão com a mesma doença”, conta.
O Departamento de Saúde Coletiva (DSC) informa que, apesar da preocupação de Indriane, o Centro de Controle de Zoonoses tem registrado queda das reclamações referentes à infestação de carrapatos e não tem nenhuma informação de alta incidência da doença no bairro. “Em 2000, foram registrados 823 casos e o número vem caindo drasticamente até 2005, quando foram computadas 141 reclamações”, observa Mário Ramos, diretor do DSC.
Ramos explica que, para evitar a infestação – que piora nas épocas de umidade e calor, quando o inseto prolifera -, é preciso manter o cão protegido, utilizando repelentes e inseticidas receitados por veterinários. Nas casas, ele recomenda vedar frestas e fazer o controle ambiental, como aparar a grama bem rente ao solo. Caso seja necessária uma dedetização da residência, ele aconselha acompanhamento profissional.
O veterinário Luciano Fazzani Bortotto garante que a doença não é transmissível aos seres humanos. Nos animais, os sintomas são febre, anemia, pontos hemorrágicos, sangramento nasal, tosse, espirro e o cachorro pode chegar a mancar. Se detectado no início da manifestação, o tratamento é rápido. Na fase hemorrágica, o veterinário explica que a cura depende do organismo do animal e a sua receptividade ao medicamento.