Bairros

Dia de combate ao caramujo africano vai começar pela Vila Independência

Da Redação
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A Secretaria Municipal do Meio Ambiente (Semma) vai realizar na segunda quinzena deste mês, em data ainda a ser definida, o 1.º Dia C, dia de combate ao caramujo africano deste ano. Os trabalhos neste ano vão começar pela Vila Independência.

A temporada das águas favorece o aparecimento dos moluscos e a Semma já registra aumento no número de reclamações.

No ano passado, a região da cidade mais atingida pela infestação do caramujo africano foi a oeste, onde está a Vila Independência. Em 2005, o trabalho de combate ao molusco resultou na coleta de 430 quilos de caramujo. Elas gostam de se esconder em ambientes à sombra e úmidos, como em restos de materiais de construção - embaixo de telhas, tijolos, lajes - e folhas.

No Jardim Bela Vista, por exemplo, os moluscos estão invadindo o estacionamento do Fórum e imediações. “Minha preocupação é porque, como eles escalam tudo, podem subir nos carros que ficam estacionados. Quando o carro estiver na garagem, eles caem, espalhando-se para vários bairros”, comenta o engenheiro Antônio Nelson Alves Pereira, morador da quadra 6 da rua Afonso Penna.

No Parque Vista Alegre, a reclamação é do comerciante Waldemar Mesquita. “Tem um terreno ao lado da minha casa, na quadra 6 da alameda Cônego Aníbal Difrância, que tem uma plantação de mandioca e de onde saem os caramujos. Eles escalam o muro e entram em casa”, conta. “É preciso limpar este terreno”, opina.

A infestação do caramujo começou há três anos. A causa foi o abandono de criações clandestinas e irregulares na região. A proliferação é rápida. Cada caramujo pode botar, em média, 1.500 ovos por ano. O caramujo africano pode causar doenças como meningite e úlcera gástrica, que podem ser fatais.

A população deve tomar cuidados ao capturar os moluscos, protegendo as mãos com luvas, sacos ou sacolas plásticas e pegando-os sempre pela concha.

Os caramujos existentes em terrenos particulares devem ser recolhidos pelos proprietários, acondicionados em sacolas plásticas e levados a uma das Regionais Administrativas, que se encarregam da deposição adequada no aterro sanitário.

A erradicação não deve ser feita com sal porque pode prejudicar o solo. O produto pode ser substituído por cal ou calcário. A limpeza das áreas públicas fica a cargo da prefeitura.

• Serviço

A existência dos moluscos nas áreas públicas pode ser comunicada à Semma pelo telefone 3235-1105.

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