Tribuna do Leitor

Cobiça dos usineiros


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Como o Walter Curvello me lembrou hoje, na época em que se criou o Proálcool um filósofo bauruense de triste memória disse que preferia depender dos árabes do que dos usineiros brasileiros. E como tinha razão! Por força do conluio - e a palavra é esta mesmo, conluio - entre usineiros e demais atravessadores do álcool carburante, o produto dobrou de preço no último ano. As razões do assalto ao nosso bolso foram, alegadamente, várias: faltou chuva, choveu demais, o calor foi senegalesco, o frio foi congelante, o preço internacional subiu, o preço internacional baixou, os ventos alísios e contralísios sopraram muito forte ou muito fraco, o bispo de São Carlos morreu ou sobreviveu, ou seja, tudo contribuiu para o vergonhoso aumento, contra o qual proponho uma verdadeira cruzada, já que do governo nada se pode esperar em favor do consumidor: proprietários de veículos flex do país, uni-vos! Somente abasteçam seus carros com gasolina, o que já é vantajoso no aspecto econômico, e vai fazer fazer com que os senhores do álcool morram afogados na própria cobiça.

Mário Cândido de Avelar Fernandes

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