Convocado por Telê Santana, ele foi o zagueiro titular da Seleção Brasileira na Copa do Mundo de 1986, no México. Foi assim que o boleiro bauruense Júlio César viu surgir a oportunidade de jogar na Europa. No mesmo ano, foi contratado pelo Montpellier, da França. No “velho continente”, permaneceu durante 12 anos. Agora, o ex-zagueiro atua como empresário de futebol, aproveitando o bom trânsito na Europa.
Consultor de contratações do Borussia Dortmund, ele cumpre o responsável papel de olheiro do time alemão. “Minha função é descobrir novos talentos no futebol”, afirmou o ex-jogador. Hoje, ele mora em Campinas, porém passa mais tempo na ponte aérea entre São Paulo e Frankfurt.
Ainda como atleta, construiu um complexo esportivo para revelar novos jogadores, em Mogi Mirim. Júlio César já foi gestor do Noroeste e, na efêmera experiência como treinador, saboreou a conquista do título do Campeonato Alagoano pelo Corinthians-AL.
Está em Bauru a trabalho. “Vim acompanhar os jogos da Copa São Paulo de Juniores, isso faz parte da minha profissão. Estou sempre assistindo aos jogos da molecada”, afirmou o ex-jogador que hoje empresaria atletas do Corinthians de Alagoas, time que está em Bauru disputando a Copinha.
Júlio César começou no futebol profissional em 1978, no Guarani de Campinas. Antes disso, tinha o histórico trabalhista de entregador de móveis em Bauru, o que ajudava no sustento do lar. Em menos de dois anos nas categorias de base do bugre, foi promovido à equipe titular pelo técnico Carlos Castilho.
Já na Europa, o zagueiro atuou por diversos times: Montpellier, da França; Juventus, da Itália; Borussia Dortmund, da Alemanha; Werder Bremen, igualmente da Alemanha; e Panathinaikos, da Grécia. De volta ao Brasil, jogou pelo Botafogo carioca. Porém, em campo, já não ratificava as virtudes que o consagraram: imbatível no jogo aéreo, velocidade nas coberturas e perspicácia para evitar o drible.
A última chance como atleta, aos 37 anos de idade, foi no Rio Branco, de Americana. Seguidas contusões prejudicaram seu desempenho, um indício de que a brilhante carreira de atleta estava terminando.
No ano passado foi realizado um jogo de despedida de Júlio César na Alemanha, Brasileiros x Estrangeiros. Nomes como Careca, Bebeto, Taffarel e do camaronês Roger Milla prestigiaram a partida comemorativa de Júlio César. Na ocasião os brasileiros perderam a partida pelo placar de 5 a 2.